Na CPI, Félix diz que lei prevê gasto sigiloso com cartão" / Na CPI, Félix diz que lei prevê gasto sigiloso com cartão" /

Presidente do Senado cria nova CPI dos Cartões

BRASÍLIA - O presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN), determinou na tarde desta terça-feira, dia 8, que o senador Efraim de Moraes (DEM-PB) lesse o requerimento que cria a CPI dos Cartões no Senado. Com a leitura, líderes do governo e oposição podem indicar os 11 membros que vão compor a comissão. A expectativa é que os nomes sejam indicados nesta semana, permitindo que os trabalhos se iniciem já na semana que vem. http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2008/04/08/na_cpi_felix_diz_que_lei_preve_gasto_sigiloso_com_cartao_1263205.htmlNa CPI, Félix diz que lei prevê gasto sigiloso com cartão

Severino Motta - Último Segundo/Santafé Idéias |

Agência Estado
ASASASASAS
Após CPI, senador recebeu misses no gabinete
Tal como na CPI mista que trata do mesmo assunto (cartões corporativos), o governo terá ampla maioria na nova comissão. Dos 11 membros, oito serão indicados pelo governo e três pela oposição. Desta vez, a base governista adiantou que não vai abrir mão dos cargos de presidente e de relator, como fez na CPMI, em que cedeu a presidência para o PSDB.

O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), disse que cabe ao PMDB, por ser o maior partido, indicar o presidente. Se a proporcionalidade partidária fosse levada a cabo, o DEM, segundo maior partido na Casa, deveria ficar com a relatoria.

"Eu fiz questão de destacar que, encerrado o entendimento, a base não tem nenhum compromisso. A base vai indicar o presidente e o relator", disse Jucá, referindo-se ao acordo feito para a CPI mista em março passado.

À época, o governo abriu mão da presidência. Em troca, a oposição se comprometeu a não criar uma CPI só no Senado. Quebrado o acordo, a base aliada indicará o presidente e caberá a ele indicar o relator.

Antes mesmo do fato consumado, a oposição criticou duramente a manobra governista. O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), disse que o governo não está usando argumentos para obter as vagas, mas sim a "violência".

O líder do DEM, José Agripino (RN), taxou como "truculência" a tentativa da base de tomar os dois cargos de direção da CPI.

Apesar das críticas, Jucá garantiu que não abrirá mão das duas vagas, e comentou que o expediente usado na CPI mista, que vem rejeitando sistematicamente todos os requerimentos que pedem a quebra de sigiloso dos gastos presidenciais, será continuado na nova comissão.

"Não vamos deixar a oposição fazer festa política e nem desgastar a [ministra] Dilma [Rousseff]", destacou. "A oposição não vai transformar a CPI em palanque político", completou.

CPI sem êxito

Antes da leitura do requerimento, o presidente Garibaldi afirmou que a CPI dos cartões só do Senado não terá êxito . Ele lembrou que a maioria governista, tal como na CPI mista, também se fará presente na nova comissão.

"As duas [CPI's] são irmãs gêmeas. Se uma padeceu de um mal, porque a outra não vai padecer?", refletiu.

A oposição insistiu na criação de uma CPI só do Senado sob a alegação de que, com diversos requerimentos derrubados pela base do governo, a CPI mista não pode apurar as irregularidades. Eles acreditam que, no Senado, o nível das discussões será elevado, facilitando que parlamentares governistas sejam convencidos da necessidade de investigação.

Tática

De acordo com o líder do PSDB, Arthur Virgílio, após a derrota de uma série de requerimentos na CPI mista (senadores e deputados) dos cartões, a oposição não viu outra saída se não criar uma CPI paralela, somente com senadores.

Virgílio destacou que a correlação de forças na nova CPI será mais equilibrada e avaliou que ficará mais fácil recorrer contra as recusas de convocações de autoridades e de pedidos de informações sigilosas.

Questionado se não seria estranho para a opinião pública a existência de duas CPI's sobre o mesmo tema, Virgílio respondeu que não. "Estranha é essa CPMI (mista), que não aprova nada e, de repente, a crise se resolveria colocando o senador Álvaro Dias no pelourinho".

O líder do DEM no Senado, José Agripino (RN), reforçou os argumentos de Virgílio, alegando que o governo deu uma "prova cabal" que não quer investigação devido à rejeição dos requerimentos pela CPMI.

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