BRASÍLIA - O presidente do PT, Ricardo Berzoini (SP), disse nesta quarta-feira que não vê motivos para a renúncia do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). A opinião deixa clara a posição da cúpula partidária e do Planalto sobre o peemedebista, que deve continuar recebendo apoio do partido.

A saída definitiva não seria solução, não há razão para concentrar na figura do Sarney um problema de vários partidos, disse, completando que a crise afeta vários senadores, como o líder do PSDB, Arthur Virgílio, que teria recebido um empréstimo de Agaciel e o partido Democratas, que há anos tem a primeira-secretaria sob seu comando.

AE
Sarney chega ao Senado nesta quarta-feira
Apesar de tal posicionamento, a maioria da bancada do PT quer o afastamento , por pelo menos 30 dias, de Sarney do cargo. Contudo, uma conversa com o presidente Lula está agendada para que a bancada no Senado firme uma convicção sobre o tema.

De acordo com o líder do PT no Senado, Aloízio Mercadante (SP), é preciso ponderar com Lula as consequências de uma ruptura com o PMDB, aliado de primeira grandeza do governo e favorito para a aliança nas eleições de 2010.

Nesta noite a bancada do PT se reúne com o presidente Sarney para mais uma rodada de negociações sobre sua permanência à frente do Congresso.

Tudo ou nada

Mais cedo, na primeira reunião desta quarta-feira com os petistas, Sarney rechaçou a possibilidade de se afastar da presidência. De acordo com interlocutores, ele teria dito que ou recebe o apoio da bancada ou renuncia de uma vez à presidência.

Sarney, com tal ação, coloca o governo em xeque, uma vez que a renúncia significaria um rompimento do PT com o PMDB no Senado.

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