O governo enviou o presidente do PT, José Eduardo Dutra, para acompanhar o depoimento do tesoureiro do PT e ex-presidente da Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo (Bancoop), João Vaccari Neto, no Senado. Ele é acusado pelo Ministério Público paulista (MP-SP) de desviar recursos da cooperativa para campanhas do partido, inclusive as do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Outros petistas, entre eles, Francisco Campos, integrante do Diretório Nacional da legenda e da campanha da ministra Dilma Rousseff, acompanham a sessão.

Na abertura, o líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), acusou o governo de montar estratégia para agendar o depoimento de Vaccari na Semana Santa e, portanto, com a Casa esvaziada. "Está clara a estratégia de demonstrar a desnecessidade de eventual ida do Vaccari ao fórum mais apropriado, que é a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) das ONGs (Organizações Não-Governamentais). Vindo aqui, o dever dele está cumprido e o governo acionaria sua tropa de choque para rasgar o regimento", disse.

Vaccari também foi convocado a depor na CPI das ONGs, mas o governo tenta derrubar a ida dele ao colegiado. Além do tesoureiro, está previsto para hoje na sessão conjunta das comissões de Fiscalização e Controle e de Direitos Humanos o depoimento do advogado da Bancoop, Pedro Dallari.
O promotor do MP-SP José Carlos Blat, que investiga os desvios na Bancoop, não compareceu à comissão. Ele encaminhou ofício justificando sua ausência em virtude de exame médico na capital paulista e de diligências do caso. O doleiro Lucas Funaro, também convidado a comparecer hoje, não está presente nem encaminhou justificativa à Comissão de Fiscalização e Controle, segundo o presidente do colegiado, senador Renato Casagrande (PSB-ES).

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