Presidente do PSB-SP acha que candidatura de Skaf se fortalece

O presidente do PSB de São Paulo, deputado Márcio França, diz que a retirada da candidatura de Ciro Gomes à sucessão presidencial até ¿facilita¿ a candidatura própria de Paulo Skaf ao governo de São Paulo. ¿O PCdoB e o PR não poderiam vir com a gente em São Paulo se o Ciro fosse candidato a presidente¿, afirmou. Ele disse que a candidatura Skaf ¿segue adiante¿.

Marcelo Diego, iG São Paulo |

Sobre as declarações de Ciro Gomes, dadas ao iG , de que Lula viajou na maionese ao forçar a aglutinação de forças em torno da candidata Dilma Rousseff (PT), França afirmou que é normal haver opiniões diferentes dentro de um partido com 200 mil filiados. Seria legal ter um candidato a presidente? Seria superlegal. Mas não haveria condições. Sabe quanto custa colocar um programa de televisão no ar?, disse França.

Ele acrescenta que não se trata apenas de questão financeira. Aprovamos uma resolução em que fica claro que nosso objetivo é eleger 50 deputados federais. Todo mundo votou, todo mundo apoiou essa resolução. O PT nos apóia ao governo em quatro Estados. Onde eles têm candidato a governador, nós estamos com a vaga ao Senado. Não podemos não aceitar a ponderação de quem está do outro lado. Se o presidente Lula acha que o melhor nesta eleição é polarizar, temos que aceitar, disse França.

Para o deputado federal, Ciro Gomes está cumprindo o seu papel ao discutir a candidatura presidencial, mas acredita que aceitará a decisão do PSB. Sobre as críticas de Ciro de que é um erro alijá-lo da disputa e que isso favorece ao tucano José Serra, França rebate: Pode ser. Mas ultimamente as previsões de Ciro não vinham se confirmando. Ele achava que o Serra desistiria da disputa, o que não aconteceu. Ele achava que a Dilma não ia subir nas pesquisas e subiu.

França acrescenta que o que ajuda a tornar um partido grande é sua bancada no Congresso e ilustra com o exemplo do PMDB que, apesar de ter a maior bancada na Câmara e no Senado, não era candidato próprio a presidente. Participação no fundo partidário e tempo de televisão cresce ou diminui de acordo com o número de deputados que o partido elege, afirmou.

O presidente do PSB-SP disse que o partido esperou por uma definição de Ciro para disputar o governo do Estado. Ele avaliou e achou melhor não entrar na disputa. As condições estavam criadas para que ele aceitasse, afirmou. França diz que, no Estado, a missão é tentar forçar um segundo turno contra o candidato Geraldo Alckmin (PSDB), que lídera as pesquisas de intenção de votos ao governo. Skaf começou com 2%, pulou para 4% e agora tem 6%. Para quem nunca foi candidato a nada, está muito bom.

Repercussão

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