Presidente do PPS diminui peso de Ciro nas eleições

O presidente do PPS, Roberto Freire, reconheceu hoje, durante abertura do Encontro da Executiva Nacional, em Fortaleza, que o deputado federal Ciro Gomes (PSB) foi relevante nas duas vezes em que se candidatou pelo partido à presidência do Brasil, mas minimizou sua importância no cenário atual: Com o Ciro candidato, qualquer um ganha. Ele tem importância, mas essa importância é insignificante para nós.

Agência Estado |

Ele é derrotado em toda simulação do primeiro turno com os adversários efetivos que tem."

Freire continuou: "Não estamos fazendo nenhuma demonização, mas o Ciro é um candidato difícil. Ele está isolado". Amanhã, Freire será reeleito para a presidência do partido e terá como vice o ex-presidente da República, Itamar Franco.

Estratégia partidária

O líder nacional do PPS criticou também a candidatura da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, à sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). "É frágil e fraca. É uma candidata que não se consolidou. Há um ano, Lula vem fazendo campanha dela, usando nosso dinheiro de imposto de forma profundamente irresponsável. Se (Lula) não tomar cuidado, a candidata dele despenca."

Roberto Freire afirma que o partido vai apoiar a candidatura do PSDB e defende uma chapa "puro sangue" dos tucanos, formada pelos governadores José Serra (SP) e Aécio Neves (MG). "Temos dois excelentes candidatos. O PPS não pede vice. Nós defendemos que a chapa seja Serra-Aécio ou Aécio-Serra".

O PPS também pretende ter uma candidata ao governo de São Paulo: a secretária da Prefeitura de São Paulo, Soninha. "Se ela não aceitar o PPS, vamos apoiar a candidatura do PSDB, que pode ser Geraldo Alckmin ou Aloísio Nunes", afirmou Freire.

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