BRASÍLIA - O presidente da CPI dos Grampos, deputado Marcelo Itagiba (PMDB-RJ), voltou a defender nesta quarta-feira o indiciamento do diretor-afastado da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Paulo Lacerda, por falso testemunho.

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Itagiba já havia sugerido que o relatório da CPI denunciasse Lacerda por ter dito que apenas "duas ou três pessoas" da Abin haviam participado da Operação Satiagraha, quando, posteriormente, a comissão descobriu que mais de 50 agentes da agência auxiliaram a PF nas investigações.

Nesta quarta-feira, o deputado voltou a acusar o diretor afastado da Abin, após o agente Márcio Seltz afirmar que Lacerda teve acesso a um pen-drive com gravações de áudio de interceptações telefônicas realizadas durante as investigações prévias da Operação Satiagraha. O próprio Seltz teria entregue o objeto à Lacerda.

Por duas vezes Lacerda depôs à CPI dos Grampos e negou ter tido acesso às apurações da PF. Lacerda foi desmentido cabalmente hoje, disse Itagiba. O deputado não pretende, porém, convocar o ex-diretor da Abin para prestar novo depoimento à comissão.

A defesa de Daniel Dantas, preso pela Operação Satiagraha, argumenta à Justiça que o acesso da Abin a partes sigilosas da investigação da Polícia Federal deveria levar à invalidação das provas obtidas.

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