Presidente da Inter critica torcida da Juve por gritos racistas

MILÃO (Reuters) - O presidente da Inter de Milão, Massimo Moratti, afirmou que teria retirado seu time de campo se estivesse presente ao empate por 1 a 1, contra a Juventus, no sábado, quando o atacante Mario Balotelli sofreu discriminação racial pelos torcedores. O jogador de 18 anos marcou o primeiro gol da Inter no confronto entre os primeiros colocados do Campeonato Italiano e foi hostilizado com gritos racistas questionando sua nacionalidade.

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Balotelli, que joga pela seleção sub-21 da Itália, nasceu em Palermo, mas tem ascendência ganense.

"Se eu estivesse no estádio, em um certo ponto eu teria deixado a minha cadeira na arquibancada, entrado no campo e retirado o time", afirmou Moratti ao jornal Gazzetta dello Sport desta segunda-feira. "Eles pareciam orgulhosos e felizes de cantar aquelas coisas. Isso é terrível."

A Juventus descobrirá na terça-feira se enfrentará punições da Liga. Insultos racistas não são incomuns no futebol italiano, e pequenas multas são as punições usuais.

O presidente da Juve, Giovanni Cobolli Gigli, pediu desculpas no sábado e afirmou que o Campeonato Italiano tinha que acabar com a cultura do racismo entre os torcedores.

(Reportagem de Mark Meadows)

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