Presidente da Infraero nega privatização da empresa, que irá abrir capital no mercado

BRASÍLIA - O presidente da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), brigadeiro Cleonilson Nicácio da Silva, e o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, anunciaram nesta quinta-feira o lançamento do edital para concorrência de estudo sobre a reestruturação da Infraero. O objetivo do estudo é permitir a transformação da Infraero numa empresa aberta, de forma a possibilitar a captação de recursos no mercado de capitais.

Carol Pires, Último Segundo/Santafé Idéias |

Apesar dos planos de abertura de capital da Infraero, o brigadeiro Nicácio Silva nega que o governo tenha a pretensão de privatizar a empresa. Quero desmentir notícias que foram veiculadas hoje em jornais de grande circulação: não haverá privatização da Infraero, garantiu.

Na avaliação de Eduardo Coutinho, a abertura de capital da Infraero vai ampliar a capacidade de investimento sobre o setor aéreo brasileiro. Segundo o brigadeiro Nicácio Silva, se a abertura de capital se concretizar, a Infraero poderá se preparar para novos desafios no mercado nacional ¿ e futuramente ¿ na administração e gestão de aeroportos fora do País.

Nicácio Silva e Luciano Coutinho não souberam informar quanto a Infraero espera captar no mercado de capitais com a transformação da empresa numa economia mista. De acordo com Coutinho, o governo conta ainda com uma recuperação das economias mundiais antes de fazer um cálculo exato.

A Infraero é responsável pela gestão dos 67 aeroportos nacionais, que concentram cerca de 97% do movimento do transporte regular do Brasil.

Licitação

O aviso de licitação foi publicado no Diário Oficial da União desta quinta-feira. As empresas licitantes devem apresentar as propostas até o dia 30 de abril e a contratação ocorrerá daqui a quatro meses. A partir daí, os estudos devem ser concluídos em até nove meses. 

De acordo com o secretário de Aviação Civil, brigadeiro Jorge Godinho Barreto, caberá ao ministério da Defesa a supervisão do estudo e a avaliação das propostas. O BNDES, por sua vez, irá coordenar os trabalhos dos consultores e submetê-los à apreciação dos conselheiros.

    Leia tudo sobre: infraero

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG