Presidente da Infraero lança obras no Galeão e diz que é contra privatização de aeroportos

RIO DE JANEIRO - O início das obras de revitalização no Aeroporto Internacional do Galeão ¿ Tom Jobim foi autorizado nesta segunda-feira pelo presidente da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero), Sergio Gaudenzi. Ao todo serão investidos cerca de R$ 600 milhões do governo federal, até 2010, em melhorias nos dois terminais. Deste total, a metade é verba do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Agência Brasil |

O governo do estado já anunciou que deseja privatizar o Galeão. Gaudenzi ressaltou que é contra a privatização do Tom Jobim e disse que, se isso acontecer, vai resultar em um desequilíbrio geral na malha de aeroportos do país, pois os que geram lucro, como o Galeão, sustentam os que dão prejuízo, como os do interior do país.

Eu tenho reiterado que não sou adepto da privatização individual de aeroportos. Defendo a abertura de capital da Infraero como um todo, para que ela possa operar com aeroportos que são rentáveis, cerca de 15, e com a renda desses aeroportos possa sustentar os que não são rentáveis, cerca de 50, ponderou.

Gaudenzi também disse que a privatização dos aeroportos atinge questões de soberania e segurança nacional. O presidente da Infraero chegou a afirmar que sua posição é minoritária no governo federal, com exceção dos ministros militares.

Se o caminho vai por esse lado, eu me sinto, no mínimo, na obrigação de por o cargo à disposição. O governo vai ver o que quer. Eu tenho uma posição e não recuo, porque acho que estou certo. Então eu deixo isso aí ao presidente [Luiz Inácio Lula da Silva], ao ministro [da Defesa, Nelson Jobim], tranqüilamente, declarou.

Gaudenzi disse que o Galeão lucra cerca de R$ 17 milhões por ano e valeria, se fosse vendido, cerca de R$ 13 bilhões a R$ 15 bilhões.

Eu também, se tivesse muito dinheiro, faria uma proposta de comprar um aeroporto desses, como Galeão, Campinas, São Paulo, Salvador, Brasília, pois são excepcionais, afirmou.

A Infraero coordena quase 28 mil funcionários, em 67 aeroportos, e tem um faturamento de R$ 2 bilhões. Nesta primeira fase, a um valor de R$ 63 milhões, será concluído, no Galeão, o Terminal de Passageiros 2, que estava com as obras paralisadas há quase dez anos. Depois, será revitalizado o Terminal 1, que vai ganhar elevadores mais modernos, escadas rolantes e banheiros reformados.

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