Presidente da CPI dos Grampos não aceita adiar depoimento de Jobim

BRASÍLIA - O presidente da CPI dos Grampos, deputado Marcelo Itagiba (PMDB-RJ), resiste à idéia de adiar o depoimento do ministro da Defesa, Nelson Jobim, em sessão marcada para esta quarta-feira. Jobim pediu a Itagiba o adiamento de seu depoimento por telefone, na tarde desta segunda-feira.

Carol Pires, Último Segundo/Santafé Idéias |

Segundo Itagiba, neste momento, nada é mais importante para o País do que esclarecer as denúncias de que a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) teria grampeado o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, alguns senadores da República e também ministros de Estado. 

Jobim alegou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva o convidou para acompanhá-lo em viagem ao Amazonas, nesta quarta-feira, mesmo dia em que falaria aos deputados. O ministro pediu ainda que fosse marcada outra audiência para a próxima semana, no dia 17 de setembro. 

Espero que o presidente Lula tenha a sensibilidade de liberar Jobim desta missão, já que a Nação espera uma posição imediata do ministro sobre as graves denúncias de que autoridades foram alvos de grampos ilegais, afirmou Itagiba.

Interessa à CPI esclarecer denúncias feitas pelo próprio Jobim de que o Exército e a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) possuem aparelhos capazes de fazer interceptações telefônicas, o que é proibido por lei.

Denúncias

Denúncia publicada pela revista Veja mostra um diálogo entre o presidente do STF, ministro Gilmar Mendes, e o senador Demóstenes Torres (DEM-GO). O grampo teria sido feito pela Abin.

Ainda segundo a denúncia, o presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN), os senadores Tião Viana (PT-AC), Tasso Jereissati (PSDB-CE), Arthur Virgílio (PSDB-AM), e os ministros José Múcio Monteiro (Relações Institucionais) e Dilma Rousseff (Casa Civil) também foram alvos dos grampos ilegais.

Na segunda-feira da semana passada, após reunião com Jobim e o general Jorge Félix, ministro-chefe de Segurança Institucional, o presidente Lula decidiu afastar toda a cúpula da Abin, incluindo o diretor-geral, delegado Paulo Lacerda, até que as investigações da Polícia Federal respondam se partiram ou não da agência as interceptações telefônicas envolvendo as autoridades.

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