BRASÍLIA - O presidente da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom Geraldo Lyrio Rocha, defendeu nesta sexta-feira a punição para os torturadores que agiram durante a ditadura militar no Brasil. Para o religioso, perdão não é sinônimo de impunidade.

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"É preciso que os culpados sejam conhecidos e, dentro do que é possível, que os culpados sejam também punidos. Nunca podemos acobertar o crime, o desrespeito aos direitos humanos, a prática da injustiça e acobertar os erros sobre a capa de que devemos perdoar, afirmou dom Geraldo durante reunião da Comissão de Anistia do Ministério da Justiça, que julga nesta sexta-feira 13 processos de anistia política.

Dom Geraldo defendeu ainda a abertura de todos os arquivos do período militar, inclusive os considerados ultra-secretos.

Não podemos produzir a historia escondendo e acobertando fatos que fazem parte desta historia, mesmo os dolorosos. Como disse o papa João Paulo II, precisamos purificar memória, mas para purificar precisamos trazer à tona os fatos que mancharam esta história, observou.

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