Presidente da Câmara de Maceió é indiciado pela PF

O presidente da Câmara Municipal de Maceió, vereador Arnaldo Fontan (DEM), prestou depoimento hoje na Polícia Federal (PF) e foi indiciado por formação de quadrilha, peculato e lavagem de dinheiro na Operação Taturana, que investiga o desvio de quase R$ 300 milhões da Assembléia Legislativa de Alagoas. Ele é irmão do deputado estadual Cícero Amélio (PMN), que foi afastado do cargo por decisão da Justiça, acusado de participação no golpe.

Agência Estado |

Fontan diz que é inocente.

O vereador prestou depoimento ao delegado Janderlyer Gomes, que preside o inquérito da Operação Taturana. "Vou aproveitar essa oportunidade para esclarecer esta situação e provar minha inocência", disse o Fontan, acompanhado do advogado. Segundo consta no inquérito, ele é acusado de ter recebido R$ 89 mil do ex-diretor de Recursos Humanos da Assembléia, Roberto Menezes, também indiciado.

O vereador afirmou que o indiciamento não significa condenação. "Hoje sou a estrela. Vejam quantas câmeras estão na minha frente. Isso pode prejudicar minha candidatura à reeleição nas eleições municipais." Fontan disse ainda que seu irmão não tem conhecimento do empréstimo que teria recebido do então diretor de Recursos Humanos do legislativo estadual. "Quero ver que acusação é essa, porque que eu me lembre nunca recebi dinheiro da Assembléia Legislativa de Alagoas", disse o vereador.

'Laranja'

Esta foi a segunda vez que Fontan prestou depoimento à PF, na Operação Taturana. Ele é acusado de ser usado como "laranja" do irmão deputado e já havia sido interrogado sobre o suposto pagamento de uma passagem aérea ao policial federal identificado como Ubaldo, que chegou a ser preso sob a acusação de ter vazado informações privilegiadas a parlamentares suspeitos de envolvimento no esquema.

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