ARACAJU - A menos de dois meses de encerrar sua gestão como presidente da Câmara Municipal de Aracaju, o vereador Sérgio Góes (PT) ainda tenta recuperar o mandato cassado sob o argumento de infidelidade partidária ¿ com a extinção do PL, ele filiou-se ao PT e foi visto como infiel. Enquanto isso não é possível, Sérgio Góes, que se mantém no cargo porque ainda não houve o desfecho do caso, segue a sua rotina de cortar gastos e adotar outras medidas com o objetivo de passar a presidência da Casa sem ser fisgado pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

Nesta segunda-feira, o presidente comemorou o fato de ter recebido uma lista com 12 nomes de parentes de vereadores que sempre receberam dinheiro da Câmara por ocupar cargos de assessores. As informações são do "Jornal da Cidade".

"Já recebemos e, inclusive, já tiramos os nomes da folha de pagamento. Porque é uma exigência do Ministério Público, e nós temos que cumprir. Suspendi o pagamento para ajustar essa questão dos parentes e ajustar algumas questões da folha porque o nosso mandato vai até o dia 31 de dezembro, e tenho que deixar a Câmara ajustada para que o presidente possa governar com tranqüilidade. Hoje a Casa está bem. Não temos nada que possa trazer problemas para o próximo presidente. Estamos com tudo em dia. Tudo pago. Não existe débito com fornecedor. E entregarei a Câmara sem nepotismo", disse.

O presidente admite que ao suspender os pagamentos para ter a lista, adotou uma postura um tanto polêmica. Mas avalia que não poderia ser diferente. "Todos têm conhecimento de que alguns gostam de protelar. Então, você tem que ser um pouco mais duro para que essa medida venha a prevalecer, e quando mexe no bolso prevalece. E foi por conta disso que conseguimos suspender o pagamento destas 12 pessoas que têm vinculo familiar com algum vereador. Se o presidente não tivesse tomado essa decisão, com certeza, essa suspensão não aconteceria. Foi uma medida que prejudicou a minha imagem, os assessores que querem receber, mas foi necessária. Se eu não cumprir a lei, eu que vou responder, e não outro vereador ou algum assessor, disse.

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