BRASÍLIA - Com a polêmica sobre pagamento de benefícios extras aos parlamentares federais, como verba indenizatória, cota de passagens e auxílio moradia, o presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer (PMDB-SP), admitiu nesta quarta-feira que a Mesa Diretora da Casa estuda aumentar o salário dos deputados para poder diminuir o pagamento da verba indenizatória.

O projeto em análise incorporaria parte do dinheiro da verba indenizatória, de R$ 15 mil mensais, ao salário dos parlamentares, que é de R$ 16.512,00. Somando os dois benefícios,atualmente, a Câmara paga até R$ 31,5 mil mensais aos deputados.

Se parte da verba fosse incluída ao salário parlamentar, cada deputado só poderia receber R$ 24,5 mil por mês, que é o teto constitucional. Assim, a economia para o parlamento seria de R$ 35 milhões ao ano.

O problema é que o salário dos deputados estaduais e dos vereadores é vinculado constitucionalmente ao contracheque dos congressistas. Assim, o aumento do rendimento na Câmara dos Deputados teria um "efeito cascata", aumentando em R$ 1,2 bilhão anuais os novos gastos de Estados e municípios.

De acordo com o presidente, uma alternativa seria aprovar uma proposta de emenda constitucional (PEC) que desvinculasse o salário dos deputados federais dos deputados estaduais e vereadores. "Só haverá aumento de salário se houver vantagem econômica para o País", garantiu o presidente da Câmara, Michel Temer.

Leia mais sobre: Câmara dos Deputados

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.