Presidente da Aneel prevê deságio no leilão de Belo Monte

BRASÍLIA (Reuters) - O presidente da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Nelson Hubner, afirmou nesta terça-feira que acredita que haverá algum deságio para a tarifa-teto de 83 reais por megawatt-hora no leilão da usina hidrelétrica de Belo Monte, previsto para 20 de abril. Acredito em deságio, embora o preço-teto dessa usina já esteja bem restrito. Houveram até consequências de desistência de grupos, disse Hubner, referindo-se à saída da Camargo Corrêa e da Odebrecht da disputa.

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Ele lembrou que nos leilões das usinas de Santo Antônio e Jirau, ambas no Rio Madeira (RO), realizados em 2007 e 2008, respectivamente, os deságio foram expressivos.

No caso da Usina Santo Antônio, o consórcio vencedor, encabeçado por Odebrecht e Furnas, da Eletrobras ofereceu um deságio de 35 por cento em relação ao preço-teto de 122 reais o MWh. No caso de Jirau, o grupo comandado pela Suez ofereceu deságio de 21,6 por cento sobre o preço de 91 reais o MWh.

O presidente da Aneel afirmou também que o adiamento do prazo para o depósito das garantias, de quarta para sexta-feira, 16 de abril, ocorreu por conta de "uma série de solicitações" das próprias empresas.

"Tem muito consórcio se formando agora, tem que fazer contrato entre eles".

O prazo para inscrição no leilão, no entanto, foi mantido para os dias 13 e 14.

O governo acredita que até três consórcios podem participar da disputa pela terceira maior usina hidrelétrica do mundo, cujo custo de construção foi calculada em 19 bilhões de reais. Contudo, ele acredita na participação de dois grupos "mais fortes".

Até o momento, o único grupo já confirmado é composto pela Andrade Gutierrez, Neoenergia, Votorantim e Vale.

As empresas OAS, Serveng e Queiroz Galvão confirmaram, na semana passada, interesse em participar do leilão, mas sem confirmar a formação de um consórcio.

Já o grupo Bertin afirmou que as áreas de energia e infraestrutura foram definidas como prioridade para os próximos anos e que "tem estudado diversas opções de investimento".

Nesta terça-feira, a Alupar, braço de investimento do grupo Alusa, informou que avalia a possibilidade de participação no leilão de Belo Monte, mas que a questão ainda não foi definida.

A usina de Belo Monte entrará em operação em 2015 (1a fase) e 2019 (2a fase), e terá capacidade instalada 11 mil megawatts de energia elétrica, com garantia física de 4.571 megawatts médios.

(Reportagem de Bruno Perez)

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