Presidente da Alesp defende reforma administrativa

Depois de admitir ser um absurdo o número de 67 cargos de diretor na Assembleia Legislativa de São Paulo e passar o dia de ontem atribuindo o problema a um “erro de nomenclatura”, o presidente da Casa, Barros Munhoz (PSDB), defendeu a necessidade de uma reforma administrativa. Segundo ele, o tema já está em discussão.

Agência Estado |

“Sem dúvida alguma é preciso uma reforma administrativa. Certamente existem coisas que precisam ser eliminadas, sem ferir direitos, e coisas que precisam ser criadas”, afirmou Munhoz.

O presidente chegou a usar a tribuna durante a sessão plenária para comentar a notícia divulgada ontem pelo Estado de que na Assembleia existem dois diretores para cada três deputados. São 67 cargos de diretor, no comando de 8 departamentos (salário de R$ 12 mil), 24 divisões (salários de R$ 9.500) e 35 unidades de serviços (salários de R$ 6.280). Como no Senado, existe diretor para quase tudo: diretor de fotocópia, painel e frota. Juntos, seus salários consomem R$ 6,5 milhões anuais.

O presidente afirmou que é preciso mudar o atual organograma, alterando as nomenclaturas de diretor para chefes de divisão e de serviço. Ressaltou que, enquanto não for feita uma reforma administrativa, não se fala em concurso para novas contratações na Casa. Segundo Munhoz, o primeiro-secretário da Mesa Diretora, Carlinhos Almeida (PT), responsável pelo setor de recursos humanos na Assembleia, defende essa reforma. O atual organograma do Legislativo segue a normatização estabelecida em duas resoluções (776 e 783), de 1996 e 1997. “São 13 anos, é muito tempo”, afirma ele. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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