RIO DE JANEIRO ¿ Depois de receber, nesta segunda-feira, o inquérito com as acusações contra o ex-chefe da Polícia Civil, deputado Álvaro Lins (PMDB), o presidente da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Jorge Picciani (PMDB), disse acreditar que a Mesa Diretora da Casa aprovará, com ampla maioria, o relatório que pede a cassação do parlamentar.

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    Álvaro Lins é acusado de ser o chefe operacional de uma suposta quadrilha que vendia proteção à máfia dos caça-níqueis, além de corrupção na instituição que dirigiu.

    Picciani recebeu o relatório do corregedor-geral da Alerj, deputado Luiz Paulo Corrêa da Rocha (PSDB). O material, que possui cerca de 50 páginas e contém informações sobre as possíveis atividades ilícitas de Lins, foi elogiado pelo presidente da Casa.

    Preocupado com a proximidade do recesso parlamentar do meio do ano e com o ano eleitoral, que em geral esvazia o Legislativo, o corregedor-geral decidiu antecipar para esta segunda-feira a entrega do texto. O prazo anterior era na terça-feira.

    O novo cronograma vai permitir aos integrantes da Mesa analisar o caso já na reunião às 11h desta terça. Se aprovado o pedido de cassação, ele será encaminhado ao Conselho de Ética da Alerj. Em caso de ser negado, o relatório será arquivado. Esse é um caso grave, e quis correr contra o tempo em função do recesso, disse Luiz Paulo.

    O esquema de corrupção que teria o envolvimento de Lins foi denunciado na Operação Segurança Pública S/A da Polícia Federal e Ministério Público Federal. Na última sexta-feira, o deputado estadual foi solto depois de sua prisão ter sido revogada em votação na Alerj.

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