O ministro da Justiça, Tarso Genro, afirmou nesta terça-feira que as visitas do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, às obras de transposição do São Francisco fazem parte das atividades regulares do cargo e que a lei já determina o período em que estas ações não podem ser feitas. Ele pontuou ainda que a presença da ministra-chefe da Casa Civil e pré-candidata à sucessão, Dilma Rousseff, é uma ¿fatalidade política¿.

O presidente da República não tem só o direito, mas a obrigação de prestar contas e dar visibilidade ao que tem sido feito em seu governo, destacou. O ministro usou o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), para exemplificar mais um caso do que chamou de fatalidade política. O governador Serra participar de eventos como eventual candidato estaria cometendo irregularidade? Claro que não, frisou. 

Segundo Tarso, a lei já determina o período em que a participação de candidatos a cargos eletivos em eventos como inaugurações e públicos é proibida. Este período é de até quatro meses antes das eleições. Em todo pleito ou campanhas eleitorais esta discussão volta. Mas em nenhum momento os governantes foram impedidos de exercer seu direito político administrativo, destacou.

AE
Ciro e Dilma junto com Lula iniciam maratona de vistoria das obras do São Francisco
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A avaliação de Tarso foi feita em resposta a afirmação do presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, para quem Lula e Dilma testam os limites da lei eleitoral. A oposição tambpem criticou a atitude do governo e pretende apresentar ação à Justiça questionando sobre antecipação de campanha durante visita de Lula ao Nordeste.

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