entrar com pedido de liberdade para o casal." / entrar com pedido de liberdade para o casal." /

Presas ameaçam Anna Carolina em penitenciária

SÃO PAULO - Tumulto e protesto marcaram nesta quinta-feira a chegada de Anna Carolina Jatobá, madrasta da menina Isabella Nardoni, à Penitenciária Feminina SantAna, no Carandiru, zona norte de São Paulo. Assim que Anna Carolina pisou no prédio da administração da unidade, as detentas bateram nas grades e gritaram: Assassina, assassina. Nesta sexta, a defesa de Anna Carolina e Alexandre Nardoni deve http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2008/05/08/defesa_de_anna_jatoba_e_alexandre_nardoni_adiam_pedido_habeas_corpus_para_esta_sexta_1303678.html target=_topentrar com pedido de liberdade para o casal.

Redação com agências |


AE
Anna Carolina é levada ao presídio
As presas não a querem nem no seguro (isolamento), onde ficam as detentas juradas de morte. Por isso, a unidade reservou para ela uma sala no prédio da administração, perto do gabinete do diretor-geral, Maurício Guarnieri. A sala fica longe dos pavilhões e do convívio normal das presas.

Segundo elas, nessa sala já ficaram Kelly Samara, a "bonequinha de luxo", acusada de aplicar golpes nos Jardins, e também a mulher do megatraficante Juan Carlos Abadía. "A Kelly ficou lá alguns dias, porque pegou uns maços de cigarros de umas meninas e não pagou a dívida", contou uma presidiária.

No local, há banheiro com bacia de louça (não de cimento) e chuveiro com água quente. Anna Carolina ganhou calça bege e camiseta branca. "O uniforme de presidiária que ela recebeu é usado, porque a casa não dá nada novo para ninguém", revelou outra detenta.

AE/NILTON FUKUDA
Detentas protestaram com chegada de Anna
No chão da quadra de futebol do Pavilhão 2, as detentas escreveram, apagaram e reescreveram frases como: "Isabella, presente do Dia das Mães". Por algum tempo, foi colocada uma faixa com os dizeres: "Assassina maldita."

Outra presidiária afirmou que, por causa da chegada de Anna Carolina, a entrega de pacotes com alimentos e outros objetos para as detentas atrasou pelo menos três horas. "Essa garota já chegou aqui causando problemas. Se a cadeia 'virar' (se rebelar), a gente vai catar ela. É melhor ela ir de bonde (ser transferida)", advertiu a presidiária.

À tarde, havia rumores de que Anna Carolina, por razões de segurança, seria transferida para a Penitenciária Feminina de Tremembé, no Vale do Paraíba (SP), onde cumpre pena Suzane von Richthofen, condenada pela morte dos pais. A Secretaria da Administração Penitenciária não confirmava a remoção.

Alexandre Nardoni

AE/Jonne Roriz
Alexandre é levado em camburão
No 13º Distrito Policial (Casa Verde), o marido de Anna Carolina, Alexandre Nardoni, passou o dia numa cela de 3 metros quadrados com apenas um colchonete e isolado dos outros detentos - 33 nas outras cinco celas. Segundo funcionários do DP, não houve hostilidade por parte dos outros presos.

Embora estivesse abatido, Alexandre chegou a conversar com alguns deles. Segundo funcionários, investigadores conversaram com os outros presos para avaliar a receptividade que Alexandre terá caso seja transferido para uma cela coletiva.

Homicídio triplamente qualificado

Isabella Nardoni em foto de arquivo
Alexandre e Anna Carolina são acusados de homicídio triplamente qualificado: meio cruel (agressões e asfixia), assegurar a execução ou ocultação de outro crime (decidiram jogar a vítima para esconder as agressões) e impossibilidade de defesa. Eles podem pegar de 12 a 30 anos de prisão caso seja julgados e condenados pelo crime de homicídio.

Pela alteração da cena do crime (a tentativa de apagar as manchas de sangue), a pena varia de seis a quatro anos de detenção. Se isso ocorrer Alexandre poderá, ainda, pegar uma condenação de seis meses a um ano, a mais que a mulher, por ser pai da vítima.

O caso

Lecticia Maggi
Reconstituição do crime no prédio em SP
Isabella era filha do consultor jurídico Alexandre Alves Nardoni e da bancária Ana Carolina Cunha de Oliveira. A cada 15 dias, ela visitava o pai e a madrasta Anna Carolina Jatobá.

No sábado, dia 29 de março, a garota foi encontrada morta no jardim do prédio em que o pai mora. A polícia descartou desde o princípio a hipótese de acidente. O delegado titular do 9º Distrito Policial Carandiru, Calixto Calil Filho, declarou que Isabella foi jogada da janela do apartamento por alguém.

O delegado destacou o fato de a tela de proteção da janela do quarto ter sido cortada e de ninguém ter dado queixa de desaparecimento de pertences no local.

O pai teria alegado à polícia que um homem invadiu o seu apartamento. Ele e Anna Carolina afirmam ser inocentes e, por meio de cartas e em entrevista ao programa "Fantástico", da TV Globo, disseram esperar que "a justiça seja feita".

( Com informações da Agência Estado )

MAIS NOTÍCIAS SOBRE O CASO:

VÍDEOS DO CASO ISABELLA

Laudos


Depoimentos

Prisão


Reprodução


Isabella em vídeo


OPINIÃO


Paulo Moreira Leite:

    Leia tudo sobre: caso isabella nardoni

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG