Presa ex-prefeita acusada de incêndio criminoso em AL

A Polícia Civil de Alagoas prendeu hoje a ex-prefeita Vânia Paiva (PMDB), que administrou até o final de 2008 o município de Rio Largo, na região metropolitana de Maceió. Ela é acusada de ter mandado queimar documento da contabilidade da prefeitura logo após as eleições de 2004.

Agência Estado |

Vânia foi denunciada por incêndio doloso, supressão de documento, formação de quadrilha e dano qualificado. Ela foi encaminhada à antiga sede do Tatico Integrado de Grupamento Especial da Polícia Civil (Tigre), onde se encontra presa em cela especial.

Também está preso, acusado do mesmo crime, o ex-vereador por Rio Largo Carlos Jorge Cardoso da Silva, o Jorge Pagão . O decreto de prisão dos dois foi decretada pelos juízes da 17ª Vara Criminal, especializada no combate ao crime organizado, a pedido do Ministério Público Estadual, por meio do Grupo Estadual de Combate às Organizações Criminosas (Gecoc) e da 3ª Promotoria Criminal de Rio Largo.

De acordo com os promotores do Gecoc Alfredo Gaspar de Mendonça, Edelzito Andrade e Hamilton Carneiro, dentre os crimes praticados pelo grupo estão o incêndio da Secretaria de Finanças de Rio Largo, que, segundo as investigações, teria sido cometido para destruir documentos contábeis e financeiros da prefeitura com o objetivo de apagar as provas de possíveis delitos praticados e atos de improbidade administrativa.

O incêndio ocorreu em outubro de 2004 e teria sido feito a mando de Vânia Paiva, que na época estavam à frente da administração municipal. A denúncia aponta que Jorge Pagão invadiu as dependências do setor de contabilidade da Secretaria de Finanças e, utilizando óleo diesel, ateou fogo, provocando a destruição de diversos documentos públicos financeiros e licitatórios da prefeitura.
Interesse

Todas as vezes que falou sobre o caso, a ex-prefeita negou qualquer participação dela ou de seu grupo político no incêndio. Ela disse que não tinha motivo para queimar documentos que incriminavam sua adversária, principalmente depois de ganhar as eleições. "As denúncias contra a ex-prefeita Maria Eliza tinham sido feitas por mim, antes do pleito. Que interesse eu teria em queimar os documentos que incriminavam a minha adversária, quando eu precisaria dessa documentação quando assumisse a prefeitura no ano seguinte, em janeiro de 2005?", questionou.

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