QUITO - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixou, nesta segunda-feira, a cidade de Quito, no Equador, antes da cerimônia de posse do segundo mandato de seu http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2009/08/10/rafael+correa+inicia+segundo+mandato+e+reitera+criticas+a+colombia+7789924.html target=_topcolega Rafael Correa como presidente do País. O presidente alegou estar preocupado com o estado de saúde de seu vice-presidente, José Alencar, que luta contra o câncer.


No entanto, fontes ligadas à presidência brasileira desmentiram qualquer tipo de especulação gerada sobre o estado de saúde de Alencar pela volta antecipada de Lula. "O vice-presidente está debilitado pelas operações e tratamento, mas não há qualquer situação de emergência", enfatizaram.

AP

Lula e Rafael Correa durante reunião com presidentes da Unasul

O Hospital Síro Libanês, em São Paulo, confirmou que Alencar compareceu nesta segunda-feira para realizar novos exames , mas depois voltou para a casa.

"Lula tinha planejado nos acompanhar nessa cerimônia. Lamentavelmente, seu vice-presidente teve uma emergência médica muito grave e Lula teve que voltar", disse Correa ao iniciar seu discurso de posse.

"Esta manhã o presidente Lula e o vice-presidente conversaram por telefone. O presidente ficou muito preocupado e decidiu então antecipar sua volta ao Brasil", afirmou a fonte da presidência que não quis ser identificada.

Luta contra o câncer

José Alencar passou por sua 15ª cirurgia no dia 24 de julho por causa de uma obstrução intestinal. Neste procedimento, os médicos fizeram uma colostomia , onde o conteúdo do intestino é expelido e coletado por uma bolsa externa.

O vice-presidente retornou ao hospital dois dias após receber alta. Ele havia passado 14 dias internado para se recuperar de uma cirurgia em que foram retirados dez tumores do abdome. Nessa cirurgia, do dia 9 de julho, a obstrução estava localizada no intestino delgado. Há 12 anos, Alencar luta contra o câncer.

Reunião da Unasul

Antes da posse de Correa, líderes da América Latina participaram, também em Quito, da cúpula da União de Nações Sul-americanas (Unasul) . A principal pauta da reunião foi o acordo militar entre Colômbia e Estados Unidos, que alguns países consideram uma "ameaça" para a região.

Em um discurso enfático, que não estava previsto na programação do encontro, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, disse que "ventos de guerra sopram na região" e que, se sofrer algum tipo de agressão, seu governo responderá de forma "militar e contundente".

Lula, por sua vez, adotou um discurso apaziguador e sugeriu que o assunto seja discutido "abertamente", inclusive com os Estados Unidos. Segundo Lula, a questão tem que ser resolvida com "muita conversa".

"Talvez fosse o caso de a Unasul convidar o governo americano para uma discussão profunda sobre a relação dele com a América do Sul", disse. Segundo Lula, esta discussão será "sofrida".

"As pessoas vão ter que ouvir duras verdades, caso contrário, a Unasul corre o risco de se transformar em um clube de amigos cercado de inimigos por todos os lados", afirmou o presidente.

Lula sugeriu ainda que o encontro seja realizado antes da Assembleia Geral das Nações Unidas, marcada para o dia 23 de setembro em Nova York.

(Com informações da AFP e da BBC)

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