A sexta edição do prêmio Portugal Telecom provocou uma discussão acalorada entre os integrantes do júri intermediário, que indicou anteontem à noite, no Consulado de Portugal, os dez finalistas que concorrem este ano. Não houve, ao contrário das edições anteriores, unanimidade em torno dos candidatos.

Cada jurado defendeu com paixão os autores de sua preferência, mas, ao final, a lista "consagrou a diversidade", segundo a curadora do prêmio, Selma Caetano.

Há autores jovens e veteranos concorrendo. São eles: 20 Poemas para o Seu Walkman (Cosac Naify/ 7 letras), de Marília Garcia; Antonio (Editora 34), de Beatriz Bracher; Eu Hei-de Amar uma Pedra (Objetiva), do português Antonio Lobo Antunes; Histórias de Literatura e Cegueira (Record), de Julián Fuks; Laranja Seleta (Língua Geral), de Nicolas Behr; O Amor não Tem Bons Sentimentos (Iluminuras), de Raimundo Carrero; O Filho Eterno (Record), de Cristovão Tezza; O Sol se Põe em São Paulo (Companhia das Letras), de Bernardo Carvalho; Os da Minha Rua (Língua Geral), do angolano Ondjaki; e Tarde (Companhia das Letras), de Paulo Henriques Britto.

Desses, dois autores já receberam o prêmio, Bernardo Carvalho e Paulo Henriques Brito. O júri final, composto por Benjamin Abdalla Júnior, Carmen Lúcia Tindó Secco, Flora Sussekind, José Castello, Maria Lúcia Dal Farra e Rita Chaves, vai escolher os três finalistas que receberão os prêmios (R$ 100 mil para o primeiro lugar, R$ 35 mil para o segundo e R$ 15 mil para o terceiro) no dia 29 de outubro, na Casa Fasano, em São Paulo. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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