Prefeituras do PR fazem protesto contra corte no FPM

Ao menos 40 prefeituras da região central do Paraná permaneceram com as portas fechadas hoje em protesto contra redução no valor do repasse do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Eles reclamam que a redução chega a até 50%.

Agência Estado |

"Estamos preocupados porque é a população que perde", destacou o presidente da Associação dos Municípios do Vale do Ivaí (Amuvi) e prefeito de Cruzmaltina, Maurício Bueno (PSDB).

Segundo ele, os serviços essenciais foram mantidos, com escolas, postos de saúde e coleta de lixo funcionando normalmente. Em alguns municípios, os servidores ainda compareceram, mas para realizar apenas trabalhos internos. "A população não é prejudicada com o fechamento das portas porque todos foram avisados com antecedência", afirmou Bueno. Ele reclamou que, após a reunião com os prefeitos, realizada em março, em Brasília, ficou acertado que o governo federal repassaria o FPM com, no mínimo, os mesmo valores de 2008, o que não estaria acontecendo nos municípios de sua região.

A Associação dos Municípios do Paraná (AMP) não manifestou apoio oficial ao movimento realizado pela Amuvi e pela Associação dos Municípios do Centro do Paraná (Amocentro). "Antes de tomar uma atitude e apoiar precisamos ver o que está acontecendo", afirmou o presidente da AMP e prefeito de Castro, Moacyr Elias Fadel Júnior (PMDB). Ele garantiu que, na maioria dos municípios, o acordo com o governo federal é cumprido. "Pode ter havido um atraso nessa região ou haver uma pequena diferença que deve ser suplementada", ponderou.

Para que as explicações possam ser dadas, ele convidou o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, para participar de uma reunião emergencial com os prefeitos, em Curitiba, na segunda-feira. "Vou pedir para que esses prefeitos tragam os números para analisarmos juntos", disse. Os prefeitos também pretendem conversar com os senadores, tão logo retornem do recesso, para que seja votada proposta de emenda constitucional do senador Osmar Dias (PDT-PR), que destina 10% das contribuições arrecadadas pela União aos municípios. "Aí sim os prefeitos só fariam reuniões para discutir projetos em benefício da população", disse o presidente da Amuvi, Maurício Bueno.

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