Prefeitura tentava tirar obras da casa de Oiticica, diz secretária

A secretária municipal de Turismo do Rio de Janeiro, Jandira Feghali, divulgou nota neste sábado lamentando a destruição da maioria das obras do artista plástico Hélio Oiticica, em um incêndio na noite de ontem no primeiro andar da casa da família, no Jardim Botânico.

Redação com Agência Estado |

Jandira Feghali disse que tentava levar o acervo para o Centro Hélio Oiticica. "Este acervo não estava mais no Centro Hélio Oiticica quando assumimos a secretaria no início de janeiro e, apesar de nossos esforços, não conseguimos trazê-lo de volta, em regime de comodato, como acontece com o acervo do colecionador Gilberto Chateaubriand, no MAM e com o acervo do colecionar João Satamini no Museu de Arte Contemporânea de Niteroi", diz a nota.

O comunicado também lamenta a perda da obra de um artista tão importante, pede a apuração das causas do incêndio e informa que pediu ajuda ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) para a recuperação do máximo possível.

Incêndio

Pelo menos 90% das obras do artista plástico Hélio Oiticica foram destruídas devido a um incêndio na noite de ontem no primeiro andar da casa da família no Jardim Botânico, na zona sul do Rio. Lá estavam abrigadas mais de mil peças do acervo do Projeto Hélio Oiticica e nada se salvou.

O prejuízo é estimado em US$ 200 milhões pelo arquiteto César Oiticica, irmão do artista, que mora no segundo andar da mesma casa, e não tem seguro das obras.

"Fracassei. Porque minha missão, depois que me aposentei, era cuidar da divulgação e da guarda da obra dele. Me sinto péssimo", disse o irmão. César estava jantando com a mulher e um casal de amigos no segundo andar no momento do incêndio.

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