Prefeitura tem novo prazo para reforma da Roosevelt

O projeto de revitalização da Praça Franklin Roosevelt, no centro de São Paulo, é o que pode se chamar de novela. O novo capítulo - a nova promessa para o início da obras - ganhou mais uma previsão: junho de 2010.

Agência Estado |

A pressão para que a reforma seja realizada aumentou ao longo da semana passada depois de uma tentativa de assalto em um dos endereços mais badalados da praça: o Teatro dos Parlapatões, frequentado pelo prefeito Gilberto Kassab (DEM) e pelo governador José Serra (PSDB). O dramaturgo Mário Bortolotto foi baleado e segue internado.

Na quinta-feira, o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) informou que pode liberar os R$ 40 milhões para a reforma até o começo de janeiro. O início das obras depende da Prefeitura de São Paulo, que ficou de refazer o projeto. Em seguida, a Empresa Municipal de Urbanização (Emurb) espera fazer a licitação em até quatro meses. Se tudo ocorrer dentro do novo cronograma, as primeiras intervenções da praça começam em junho do próximo ano, segundo a Emurb.

"Estamos confiantes de que dessa vez o projeto vai sair do papel. Existe um entendimento do poder público de que a praça precisa ser revitalizada", prevê o produtor cultural e fundador do Grupo Parlapatões, Raul Barretto. Segundo ele, o prefeito Kassab, que alguns dias antes do assalto esteve no teatro, teria prometido já no início do ano realizar uma reforma na calçada dos bares e teatros.

A reviravolta da Roosevelt aconteceu há quase oito anos, quando o grupo de teatro Satyros levou sua sede para a região. Hoje, existem na rua seis teatros e oito bares. A praça se tornou um dos endereços alternativos da classe artística de São Paulo. "Temos peças em cartaz quase todos os dias. Há dias que têm, numa única casa, até quatro espetáculos", completa o gerente o ator e diretor do Teatro Studio 184, Leandro Lago.

A discussão sobre a revitalização da praça é assunto rotineiro na administração municipal. Nas últimas três gestões - Marta Suplicy (PT), José Serra (PSDB) e Gilberto Kassab (DEM) -, melhorar o local virou promessa de campanha que nunca foi cumprida. As propostas mudaram inúmeras vezes e as obras jamais foram iniciadas. A justificativa para os adiamentos sempre estiveram relacionadas ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), que deve financiar o projeto. As informações são do Jornal da Tarde.

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