Prefeitura libera 59% da frota da inspeção ambiental

Um dos parceiros da Prefeitura de São Paulo na implantação da Inspeção Veicular Ambiental, o professor Paulo Saldiva, da Universidade de São Paulo (USP), vê o sucesso do programa de regulação da emissão de poluentes atrelado à expansão do recolhimento da frota irregular da capital, tarefa que compete à Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) e à Polícia Militar. Na semana passada, a Prefeitura liberou 59% da frota paulistana da inspeção ambiental em 2009.

Agência Estado |

Cerca de 3,5 milhões de carros produzidos até 2002 - movidos a gás, gasolina e álcool - estão livres da regulação.

Uma das justificativas para excluir os “velhinhos”, justamente os que mais poluem, é que esta é a parte mais informal da frota. Quem já não paga imposto ou multa teria menos motivos para aderir ao programa, que tem como base o bloqueio do licenciamento dos carros que não se submeterem à inspeção ambiental. "Se essa mudança ligou um sinal de alerta, é que uma parte substancial da frota não é atingível para o processo de regulação e vai escapar de qualquer controle”, afirma Saldiva, coordenador do Laboratório de Poluição Atmosférica da Faculdade de Medicina da USP.

Segundo as contas da Secretaria do Verde e Meio Ambiente, existem de 1,5 milhão a 2 milhões de veículos irregulares na capital. “Se for irregular, restará alcançá-lo através de multas ou pedir à Secretaria de Segurança que procure o carro”, afirma o secretário municipal do Verde e Meio Ambiente, Eduardo Jorge. No próximo ano, estão obrigados a se submeter ao programa apenas 2,6 milhões de veículos fabricados a partir de 2003, ou 41% dos 6,3 milhões registrados na capital. Antes da mudança, toda a frota paulistana passaria pela inspeção ambiental em 2009. As informações são do Jornal da Tarde .

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