BRASÍLIA - A prefeitura do Rio de Janeiro não se opôs a receber ajuda do governo do estado e das Forças Armadas para combater a dengue e ajudar as vítimas da doença, afirma o superintendente de Vigilância e Saúde fluminense, Victor Berbara. Apesar da rivalidade política entre os partidos dos administradores locais ¿ o prefeito Cesar Maia é do DEM e o governador Sérgio Cabral, do PMDB -, ele garante que tem havido cooperação entre as partes.

Não houve oposição da prefeitura. Pelo contrário, nós estamos colocando à disposição da prefeitura essas unidades junto com as Forças Armadas, que tem realmente ajudado como referência inclusive às unidades da prefeitura para desafogar as filas e iniciar precocemente o tratamento.

Na noite de terça-feira, em entrevista ao programa Diálogo Brasil da TV Brasil , o superintendente ressaltou o trabalho realizado por meio de centros de atendimentos móveis.

A Secretaria de Estado de Saúde entrou com a proposta das tendas de hidratação que estão funcionando há mais ou menos duas semanas e, nesta semana, as Forças Armadas entraram com um aporte de três tendas que são chamadas de hospitais de campanha e atendem as pessoas de uma forma referenciada.

Apesar dos esforços conjuntos, Berbara reconheceu que a concepção do sistema de saúde brasileiro é falha. O grande problema que a gente tem enfrentado, e a dengue bem demonstra isso, é que o sistema está baseado e orientado para o hospital e a doença e não para saúde.

O superintendente alertou para o combate ao mosquito da dengue em locais de acesso restrito, mas que acumulam água e facilitam a reprodução do inseto.

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