Prefeitura do Rio adia inauguração da Cidade da Música

O prefeito do Rio de Janeiro, Cesar Maia (DEM), foi obrigado hoje a adiar a inauguração da Cidade da Música, sua obra mais polêmica, que consumiu R$ 518 milhões. O Departamento de Diversões Públicas do Corpo de Bombeiros, órgão subordinado ao governo do Estado, não deu licença para abertura do complexo cultural, que seria inaugurado hoje com um concerto da Orquestra Sinfônica Brasileira para 1300 pessoas.

Agência Estado |

"A obra está inacabada. A prefeitura fez um esforço para atender todas as exigências, mas a Cidade da Música ainda não está apta para receber um público de mais de mil pessoas", afirmou o coronel do Corpo de Bombeiros, Roni de Azevedo Lima. Ontem, os bombeiros fizeram uma inspeção por conta própria, já que nenhum órgão da prefeitura tinha feito o pedido de licença. Segundo o órgão, não havia a menor condição de liberar o acesso ao público por conta de uma série de irregularidades.

Durante a noite de ontem e a manhã de hoje, os funcionários trabalharam freneticamente para tentar resolver todos os problemas. Mas não adiantou. Nas inspeções feitas hoje, as equipes dos bombeiros encontraram várias irregularidades. "A fiação está exposta, as saídas de emergências estão obstruídas e as caixas de incêndio ainda não foram instaladas", disse o coronel.

O secretário municipal das Culturas, Ricardo Macieira, disse que a nova data de inauguração será definida amanhã. "Vamos inaugurar com tranqüilidade e segurança", afirmou. Cesar Maia tem até o dia 31 de dezembro para inaugurar a sua maior obra nos seus últimos oito anos de prefeitura. No dia 1º, ele passa o cargo para Eduardo Paes (PMDB), aliado do governador Sérgio Cabral (PMDB).

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