Prefeitura de SP mapeia imigrante na cracolândia

O drama de viver na cracolândia, região no centro paulistano que funciona como a maior boca de fumo a céu aberto, já não é relatado somente em um idioma. Estrangeiros de todos os lugares estão cada vez mais misturados ao bloco de pessoas sem identidade, que andam enroladas em cobertores, com o cachimbo na mão, acendendo pedras de crack a qualquer hora do dia.

Agência Estado |

Nos últimos dois meses, agentes da Secretaria Municipal de Saúde conseguiram contato com 16 deles - na tentativa de tirá-los da dependência - e o mapeamento mostra que as nacionalidades são típicas de Babel. Rússia, África, Arábia e América. Os quatro cantos do mundo chegaram à área mais devastada da capital paulista. Os trajetos percorridos por eles até o cenário assolado pelo consumo de crack são variados. Mas sempre passam pela imigração ilegal e por condições de emprego precárias.

O problema dos estrangeiros na cracolândia não cessa no vício. Muitos são utilizados como braço do tráfico, lembra Marcos Fuchs, que atua na instituição Conectas Direitos Humanos. "Os imigrantes são explorados de todas as formas. Não podem denunciar. Sair desse mercado clandestino e optar pelo comércio de droga é uma possibilidade que ilude."

Ariel de Castro Alves, do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana, diz que negligenciar políticas públicas para essa população é fomentar a violência em cadeia. "Eles ficam isolados na marginalidade e acabam caindo na criminalidade." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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