Prefeitura de São Paulo alivia regras para valets

SÃO PAULO - Dois anos depois de apertar o cerco contra o serviço de valet em São Paulo, o prefeito Gilberto Kassab (DEM) afrouxou a legislação. Os carros, que só podiam ser deixados em estacionamentos, poderão ser levados para prédios comerciais, terrenos baldios e até postos de gasolina.

Agência Estado |

Quem presta o serviço comemorou a mudança. O decreto publicado na sexta-feira no Diário Oficial da Cidade permite que as empresas de valet se utilizem de espaços alternativos, mesmo que não estejam legalmente autorizados a exercer a função de estacionamento.

Em prédios comerciais ou postos de gasolina, basta agora que seja apresentada uma planta aprovada do imóvel, comprovando a existência de área destinada a guarda de veículos, além de uma Anotação de Responsabilidade Técnica (ART). Esse documento é assinado por um engenheiro para atestar a segurança. E o imóvel precisa estar regularizado. Em terrenos livres, se deve apresentar a ART e uma peça gráfica retratando fielmente o que existe.

Empresários do setor consideram que, ao poder parar em locais que não são propriamente estacionamentos, o valor pago pelos valets pelas apólices de seguro deve subir. O custo extra da exigência - prevista na lei de 2004 que regulamentou o serviço - permitiria elevar a tarifa cobrada dos motoristas. Em alguns locais da capital, hoje se paga até R$ 20 por veículo.

Mas o diretor jurídico da Associação das Empresas de Valet do Estado, Syrius Lotti Junior, contesta. Isso (um aumento) está fora de cogitação. A oferta de vagas vai aumentar, disse. Ele ressaltou que a nova medida deve reduzir as irregularidades no serviço, como deixar os veículos na rua ou em vaga de Zona Azul. Não haverá mais desculpa e a Prefeitura terá toda razão para endurecer na fiscalização. Em caso de desrespeito, a empresa de valet pode ser multada em R$ 5 mil. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".

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