Prefeitura de Coroados (SP) é destruída por incêndio

SÃO PAULO - O prédio da Prefeitura de Coroados, cidade da região Noroeste de São Paulo, localizada a 505 quilômetros da capital, foi totalmente destruído por um incêndio por volta das 19h30 de sábado. Perderam-se vários documentos e equipamentos, além de ônibus e microônibus usados no transporte de trabalhadores e estudantes. Um carro oficial também foi parcialmente atingido pelo fogo.

Agência Estado |

Segundo o vereador Roberto Frare (PT), que esteve no prédio após os trabalhos da perícia, há suspeitas de incêndio criminoso porque a cidade passa por uma crise política há dois anos, com os dois últimos prefeitos eleitos tendo seus mandatos cassados pela Justiça Federal.

Segundo informações do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo, o prefeito eleito em 2004, Arso João Varoni (PFL), e sua vice, Camila Galo Pugina (PSDB) - que obtiveram 52,98% dos votos válidos na ocasião - perderam o mandato na Justiça Eleitoral em 2006 por abuso de poder econômico. Naquele ano, foi realizada uma nova eleição, que acabou com a vitória de Elias Ferreira (PFL), tendo como vice, Roberto Carmona Maia (PSDB), mas os dois também perderam seus cargos, após acusação de captação ilícita de votos. De acordo com o julgamento, informa o TRE, o prefeito e o vice perderam o mandato porque "distribuíram vales-combustíveis em troca de votos, no dia das eleições extemporâneas realizadas em 17 de dezembro de 2006".

No final de julho passado, o TRE determinou que o segundo colocado nas eleições, Nelson Gonzales Caetano (PMDB), e sua vice, Ivone de Andrade Gonzales (PMDB), tomassem posse na prefeitura do município. O vereador Frare informou que o prefeito e sua esposa receberam ameaças de morte há poucos dias.

Incêndio

O prédio da prefeitura ficou em estado muito precário, segundo no sargento Amorim, que atendeu a ocorrência. Para combater o fogo, foi acionado o Corpo de Bombeiros de Birigüi, cidade localizada a 10 quilômetros de Coroados, e a guarnição da cidade de Araçatuba também mandou alguns bombeiros. O combate ao fogo também foi feito por bombeiros de uma usina de álcool e açúcar da região. No entanto, as chamas destruíram o prédio muito rapidamente.

A Prefeitura deve contratar uma empresa de segurança para vigiar o local e evitar o desaparecimento de alguns documentos que resistiram ao incêndio. Não está descartado também o pedido de segurança extra para as eleições de 5 de outubro.

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