Prefeitura abre concorrência para demolir o São Vito

A Prefeitura de São Paulo abriu concorrência para a demolição do Edifício São Vito, marco da degradação do centro velho de São Paulo, mesmo sem firmar acordo para a remoção de 133 famílias do vizinho Mercúrio. Por causa do risco de abalo na estrutura do prédio ao lado, a demolição do São Vito depende da desapropriação do Mercúrio.

Agência Estado |

O projeto para a implosão dos dois edifícios se arrasta desde 2005 e é contestado na Justiça por 59 proprietários e ex-moradores.

No lugar do Mercúrio e do São Vito, a Prefeitura planeja construir uma praça de 5,4 mil metros quadrados para integrar o Mercado Municipal, Parque D. Pedro II e Palácio das Indústrias. A região hoje segue abandonada, tomada por viciados que permanecem sobre os quatro viadutos da área durante à noite. O governo também abriu no mês passado licitação de R$ 3,5 milhões para implodir o Viaduto Diário Popular. Ao todo, o projeto de revitalização está estimado em R$ 90 milhões.

No Edifício Mercúrio, dos 144 imóveis, somente 11 estão vazios. O São Vito, conhecido como “treme-treme”, de 624 apartamentos e 26 andares, está desocupado desde 2004. A visita dos interessados na licitação ao São Vito está marcada para os dias 3 e 13 de novembro.

“Já estávamos esperando (a licitação). Isso só vai acelerar nossas providências jurídicas. A região dos prédios se tornou uma Zona Exclusiva de Interesse Social (Zeis) pela revisão do Plano Diretor, em 2004”, afirma o coordenador do Núcleo de Habitação da Defensoria Pública do Estado, Carlos Loureiro, que defende a reforma dos prédios e a destinação dos apartamentos para famílias de baixa renda. “Nenhuma demolição poderá ter início antes da remoção das famílias do Mercúrio”, afirma Loureiro. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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