Estrelas na eleição de 2008, prefeitos eleitos em capitais politicamente estratégicas assumem os mandatos nesta quinta-feira com uma tarefa: criar palanques e vitrines de suas gestões para pavimentar o caminho dos aspirantes ao Palácio do Planalto em 2010. Nas principais cidades do País, já estão na rua articulações para formar os blocos de força regionais que, respaldados pelos nomes vitoriosos na disputa municipal, influenciarão o voto de quase 20 milhões de eleitores.

Nas principais cidades do País, já estão na rua articulações para formar os blocos de força regionais que, respaldados pelos nomes vitoriosos na disputa municipal, influenciarão o voto de quase 20 milhões de eleitores.

São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba, Salvador e Recife vão contribuir para formar o mosaico político da eleição presidencial daqui a menos de dois anos. Se Dilma Rousseff (PT) for candidata, vai precisar muito mais das máquinas locais que seus adversários. Sua situação é atípica porque não tem histórico eleitoral e vai depender de amarrações locais bem feitas. Já o governador paulista José Serra (PSDB) depende menos. Disputou eleições e tem uma carreira político-eleitoral mais consistente, diz o cientista político Carlos Novaes.

De acordo com o presidente nacional do PT, Ricardo Berzoini, os prefeitos eleitos além de estarem na vitrine como novos gestores, são líderes políticos. Com base nesse diagnóstico, a partir de fevereiro o PT faz encontros regionais entre os eleitos para fortalecer a articulação do partido.

A avaliação de Berzoini encontra eco entre os tucanos. Para o senador Sérgio Guerra, presidente nacional do PSDB, os prefeitos formam uma equação decisiva para as eleições presidenciais. Eles têm influência e relação com as bancadas.

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