As prefeituras e a população do Vale do Paraíba sonham com os benefícios do trem de alta velocidade (TAV) entre São Paulo e Rio de Janeiro, mas poderão ter de arcar com novas praças de pedágio e restrição de circulação, além do aumento no tráfego pelas vias locais. Os prefeitos não descartam até acionar a Justiça para evitar a instalação de praças.

"Haverá sérios comprometimentos para as cidades. Aparecida vive do turismo de massa. Mais pedágio vai encarecer até a tarifa de ônibus. Na reunião do Consórcio de Desenvolvimento do Vale do Paraíba, os prefeitos mostraram descontentamento. Vão acionar a Justiça e o Ministério Público (MP)", disse Antonio Márcio de Siqueira, prefeito de Aparecida.

Em Jacareí, prefeitura e moradores aguardam desde 2001 o cumprimento de um compromisso assumido pela concessionária, que liberaria o trânsito de veículos com placas da cidade entre os bairros. A praça de pedágio do quilômetro 165 corta o município ao meio. Muitos moradores têm de pagar para levar um filho à escola ou para ir trabalhar. A pendência ainda tramita na Justiça.

Para o secretário de Governo de Jacareí, Pedro Orlando Bonanno, é de se estranhar a hipótese de instalação de mais praças de pedágio na Dutra. "A ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) deveria, em primeiro lugar, consultar os municípios que serão diretamente atingidos. No caso de Jacareí, a Dutra é de grande importância estratégica e econômica", comenta.

A população de São José dos Campos reclama dos congestionamentos. Moradores de bairros da zona leste, no quilômetro 143, que precisam ir a uma universidade que fica no quilômetro 158, demoram pelo menos uma hora para percorrer os 15 quilômetros de distância. A qualquer hora há lentidão por causa do excesso de veículos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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