Prefeito e vice de Praia Grande têm cassação suspensa

O Prefeito de Praia Grande, Roberto Francisco dos Santos (PSDB), e o vice-prefeito, Arnaldo Amaral (PSB), conseguiram hoje uma liminar do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) que dá efeito suspensivo à sentença que cassou ambos. A suspensão foi assinada pelo desembargador Flávio Yasrshell, que considerou os fundamentos do pedido relevantes ao ponto de suscitar dúvida ponderável acerca dos acertos das graves sanções impostas a eles.

Agência Estado |

A decisão em primeira instância, assinada pelo juiz da 317ª Zona Eleitoral de Praia Grande, João Luciano Sales do Nascimento, e publicada na edição de quarta-feira do Diário Oficial da União, impunha a diplomação do segundo colocado nas eleições de outubro, o empresário Alexandre Cunha (PMDB), que ocorreria hoje.

A advogada de Cunha, Janaina Ballaris, afirmou que a decisão do TRE não julga a situação de forma definitiva e que vai pedir para a liminar ser reconsiderada. Se o pedido for negado, Janaina vai recorrer ao Supremo Tribunal Eleitoral (STE). "Não tenho como precisar o tempo, mas essa resposta não deve demorar muito", disse.

Compra de votos

Aos 41 anos, Cunha era tucano e foi vice-prefeito de Praia Grande, porém, em 2007, rompeu com o ex-prefeito Alberto Mourão (PSDB), que apoiou a candidatura de seu ex-secretário Roberto Francisco. Cunha tentou impugnar o resultado das eleições desde o dia seguinte ao término das apurações, segundo ele, porque "choveram denúncias de fraudes" em seu comitê.

Entretanto, a denúncia tomou força apenas em maio desse ano, quando o então presidente do PDT de Praia Grande e coordenador da campanha de Roberto, José Ronaldo Alves de Sales, admitiu ter participado de esquema de compra de votos nas eleições municipais, cuja campanha coordenou.

Na ocasião, Sales se dirigiu ao Ministério Público Estadual (MPE) afirmando que havia decidido denunciar o esquema porque cansou de ser acusado pelos parceiros de campanha de que teria se apropriado de R$ 50 mil destinados a compra de eleitores, bem como com o fato do PSDB não ter designado uma secretaria ao PDT como lhe fora prometido.

Hoje, o prefeito Roberto Francisco e sua equipe comemoraram a liminar com muita festa. Em entrevista coletiva concedida à imprensa, Roberto Francisco afirmou que não havia se manifestado antes porque "os advogados estavam fazendo o trabalho deles".

"Eu não posso falar se alguém comprou voto. Eu não mandei ninguém comprar voto. Não existe para ser prefeito você comprar 53 mil votos. Se eu tivesse dinheiro para comprar 53 mil votos eu não ia ser prefeito", disse Roberto. que venceu as eleições de outubro por uma diferença de 3.554 votos.

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG