Prefeito de Osasco quer ser candidato do PT ao governo

Enquanto o ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci aguarda uma posição do Supremo Tribunal Federal (STF) para dar a largada nas articulações para 2010, o prefeito de Osasco, Emidio de Souza, não perde tempo. Citado corriqueiramente no PT paulista como “plano B” para o caso de a candidatura de Palocci naufragar, Emidio diz que está determinado a conseguir a cabeça de chapa.

Agência Estado |

“Meu nome apareceu como alternativa e acho que está se transformando em plano A”, afirma o prefeito.

No PT desde a fundação do partido, no início dos anos 80, Emidio foi vereador e deputado estadual, antes de se eleger prefeito de Osasco pela primeira vez, em 2004. Em 2008 ele conseguiu renovar seu mandato. Mostrando-se despreocupado em deixar o cargo no meio do mandato, se conseguir viabilizar a candidatura ao governo, ele já começou a rodar o Estado em busca de apoio. A prioridade, por enquanto, é conversar com dirigentes partidários e buscar apoio de prefeitos petistas.

Os encontros têm sido frequentes. Somente nas últimas semanas, Emidio encaixou em sua agenda visitas a Sorocaba e Campinas, e a vários municípios da Baixada Santista e da Grande São Paulo. Ele também tem conversado corriqueiramente com deputados estaduais e federais. Em todos os casos, aproveitou os encontros para articular sua pré-candidatura. Aliado tradicional do deputado João Paulo Cunha (SP), Emidio é apontado por setores do PT como a principal carta na manga do parlamentar, para garantir seu espaço nas negociações para 2010. Até os que se dizem favoráveis ao nome do prefeito reconhecem que, fora de Osasco, ele é muito pouco conhecido do eleitorado.

Em resposta, Emidio investe na tese de que o fato de ser citado entre os cotados para a eleição deve-se justamente à dificuldade que o PT enfrenta para encontrar um candidato natural para a vaga. “O PT precisa de nomes novos”, diz Emidio. Marta Suplicy, que até o ano passado era apontada como provável integrante da disputa, saiu enfraquecida da eleição de 2008. Já o senador Aloizio Mercadante (SP), que concorreu em 2006, diz que a prioridade é renovar seu mandato. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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