Prefeito de Miguelópolis-SP retorna ao cargo após liminar

O prefeito de Miguelópolis, na região de Ribeirão Preto (SP), Cristiano Barbosa de Moura (PSDB), retornou hoje ao cargo por meio de uma liminar que lhe devolveu o posto no sábado. Moura foi afastado na quarta-feira pela juíza Adriana de Carvalho Pedrosa, após pedido do Grupo de Atuação Especial Regional de Prevenção e Repressão ao Crime Organizado (Gaerco) de Franca, por supostas irregularidades.

Agência Estado |

Porém, vários documentos teriam sido retirados pela equipe do vice-prefeito Márcio Valério Junqueira (PR), que os devolveria hoje.

Mas o prefeito de Miguelópolis não os aceitou e vários boletins de ocorrência foram registrados na Polícia Civil. "Só recebo esses documentos com ordem judicial", avisou Moura, que despachou da calçada da prefeitura. Junqueira não foi localizado pela reportagem. "Vários boletins de ocorrência, de preservação de direitos, de lado a lado, foram registrados, como de funcionários alegando que as salas foram arrombadas, de documentos que sumiram, que seriam devolvidos", disse o delegado de Franca, Daniel Radaeli, que responde, interinamente, por Miguelópolis e não recebeu nenhum documento.

"Temos de apurar se há algum fato jurídico penal; por enquanto. está tudo no campo subjetivo, e é preciso ter calma para não cometer qualquer injustiça", acrescentou Radaeli. Segundo ele, o caso será conduzido pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG), de Franca. Os boletins começaram a ser registrados no sábado.

O prefeito, que afirma não ter cometido irregularidades administrativas, informou que a equipe dele filmou interlocutores do vice-prefeito de Miguelópolis retirando papéis do prédio onde funcionam os órgãos da administração municipal desde sexta-feira. Moura atribuiu a ocorrência ao fato de que este ano terá eleições municipais e que ele rompeu com Junqueira. A liminar judicial para reconduzir o prefeito à função foi do Tribunal de Justiça (TJ). As investigações do Gaerco contra ele começaram em 2004. Moura é acusado de comandar um esquema fraudulento de licitações, desvio de dinheiro público e outros crimes.

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