Prédio onde pai de Isabella morava não tinha segurança, diz corretora de imóveis

SÃO PAULO - Em depoimento na tarde desta quarta-feira ao juiz Maurício Fossen, do 2º Tribunal de Juri de São Paulo, a corretora de imóveis Joana Selma Andrade da Silva, quinta testemunha a ser ouvida, afirmou que esteve no edifício London em 29 de março, dia em que Isabella foi jogada do sexto andar, e teria constatado a falta de segurança no prédio. Ela disse que ao chegar no prédio, o porteiro não pediu documento de identidade e nem cartão da empresa onde ela trabalha e entregaram chaves de apartamentos vazios para mostrar a pessoas interessadas nos imóveis.

Luciana Fracchetta, do Último Segundo |


Após a visita, a corretora disse ter entrado em contato com Antônio Nardoni, pai de Alexandre, e comentou sobre a falta de segurança no edifício. Segundo ela, no dia do velório de Isabella, Antonio já teria pedido para que ela testemunhasse o fato em favor do casal. 

José Renato, também corretor de imóveis que estava com Joana no dia em que ela foi ao prédio, confirmou a falta de segurança no edifício e que, em nenhum momento, alguém pediu documentos de identificação deles.

Chaves

Terceira testemunha a prestar depoimento, Nathália de Souza Domingos Severino - amiga de Cristiane Nardoni - afirmou que sabia que Anna Carolina Jatobá havia perdido as chaves do apartamento do edifício London, de onde a menina Isabella Nardoni foi jogada no dia 29 de março. Ana Jatobá e Alexandre Nardoni, madrasta e pai de Isabella, estão presos acusados da morte da menina.

Nathália, que estava com a tia de Isabella na noite do crime, afirmou ainda que encontrou um prestador de serviços da família Nardoni, identificado como Vando, no dia da morte de Isabella e que ele teria dito que iria até o apartamente levar chaves ao prédio onde o casal mora.

Em relação às chaves, Nathália disse que em janeiro ela teria dado carona a Anna Jatobá para buscar o filho Pietro, de 3 anos, na escola. Na volta para casa, Anna Jatobá teria ligado para ela perguntando se havia esquecido as chaves no carro, pois acreditava que havia perdido. O fato teria acontecido no mês de janeiro, segundo ela.

Nathália é a terceira das 32 testemunhas de defesa do casal que devem prestar depoimento entre esta quarta e quinta-feira no Fórum de Santana, na zona norte da capital paulista. Ela afirmou ainda ao juiz que é amiga de infância da tia de Isabella e que conhece Vando porque ele havia terminado um serviço na casa dela no dia da morte da garota, quando falou com ele pela última vez.

Ela disse que estava com Cristiane, quando ela recebeu a ligação na noite do crime. Ela, então, teria acompanhado a tia da Isabella até ao apartamento do casal. Ao final do depoimento, Nathália afirmou que é estudante de Direito e faz estágio no escritório de Antônio Nardoni.

O namorado de Nathália, Rafael Leitão dos Santos, disse em seu depoimento que também esteve no bar quando Cristiane recebeu o tefonema. Ele afimrou que seguiu com a namorada e Cristiane até o edifício London.

No local, ele disse que conversou com Anna Jatobá e ela teria pedido para que ele tomasse cuidado para não levar um tiro. Rafael também disse que nunca viu briga de ciúmes do casal e que em todas as festas da família que freqüentou viu Anna Jatobá com Isabella no colo.

O irmão de Nathália, Rafael Domingos de Souza Severino, prestou depoimento na seqüência e apenas afirmou que viu quando Cristiane recebeu a ligação sobre o acidente com Isabella.

Portão de obra arrombado

Primeira testemunha a prestar depoimento nesta quarta, o jornalista Rogério Pagnan, da Folha de S.Paulo, disse que recebeu a informação de dois pedreiros de uma obra localizada nos fundos do edifício London de que o portão havia sido arrombado no fim de semana em que ocorreu o crime. Indagado se ele teria gravado a entrevista, Pagnan disse que sim. Porém, não foi solicitada até o momento pela Justiça a cópia da gravação.

O jornalista disse que ouviu para fazer as reportagens sobre o caso, além de pedreiros da obra anexa ao edifício, o pai de Alexandre, Antonio Nardoni, a irmã, Cristiane, e vizinhos do casal. Ele afirmou ainda que não entrou no prédio e que constatou que havia uma cerca elétrica no local, mas não soube dizer se estava funcionando ou não.

Outra testemunha ouvida nesta quarta-feira foi Fernanda Oliveira Silva Moura, que é casada com um tio de Alexandre. Ela afirmou à Justiça que há 7 anos têm contato com a família e que nunca viu Alexandre e Anna Jatobá brigando ou agredindo os filhos.

Fernanda disse que esteve com a tia da Isabella na noite do crime no apartamento do casal e não encontrou nada "bagunçado", apenas louças e roupas a serem lavadas, e que deixou o local junto com Cristiane.

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