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Prédio da Prodam no Ibirapuera-SP vai virar museu

Um novo museu já está sendo preparado pela Secretaria Municipal de Cultura para São Paulo. Por enquanto, seu título provisório é Museu A Mão do Povo e sua casa, já definida, será o Pavilhão Armando de Arruda Pereira, antiga sede da Prodam (Companhia de Processamento de Dados do Município), no Parque do Ibirapuera.

Agência Estado |

A curadora independente e especializada em design, Adélia Borges, que dirigiu o Museu da Casa Brasileira, foi convidada e contratada pelo secretário Municipal de Cultura Carlos Augusto Calil a conceber um projeto do conteúdo da instituição museológica para ser instalada no pavilhão. Calil afirma que até julho deve ser decidido como se dará a ocupação do prédio para que, até o fim do ano, já seja feita, pelo menos, uma mostra que sinalize o nascimento do museu - a instituição, provavelmente, só será inaugurada no próximo ano.

A base para a concepção do Museu A Mão do Povo foi o acervo do Museu de Folclore Rossini Tavares de Lima, coleção que pertence à Prefeitura e que reúne cerca de 3.800 objetos e obras, mais de 2 mil fotos; registros sonoros; e instrumentos musicais. Essa coleção começou a ser feita em 1947, por meio da coordenação do professor Rossini Tavares de Lima, para figurar em museu dentro do Centro de Pesquisas Folclóricas, do Conservatório Dramático e Musical de São Paulo.

Como conta ainda o secretário, há cerca de dois anos o Ministério Público (MP) interpelou a Secretaria Municipal da Cultura pedindo que se tomasse providências para a conservação do valioso e amplo acervo. "O Ministério Público determinou que a secretaria contratasse uma expertise para avaliar a coleção, catalogá-la e examinar o que havia se perdido dela", conta Calil. Dalva Bolognini, da empresa Raízes, realizou esse trabalho 'com indicação de peça por peça'.

"A constatação foi de que 10% da coleção estava deteriorada. Esperávamos mais prejuízo, ou seja, o acervo está mais ou menos intacto, e foi embalado e aguarda um destino. Por enquanto, está em um depósito nosso", afirma o secretário. Há anos um efetivo uso para o prédio da antiga sede da Prodam (com 11 mil m2) é tema de discussões, desde a gestão de Luiza Erundina.

Decidido que o Museu A Mão do Povo pudesse ocupar aquele prédio, Adélia Borges foi convidada a criar, com consultoria de Cristiana Barreto, Marcelo Manzatti e Maria Lúcia Montes, um projeto que fosse além do acervo Rossini Tavares de Lima. A instituição também receberá a coleção da Missão de Pesquisas Folclóricas realizada em 1938 sob a coordenação de Mário de Andrade (o acervo fica no Centro Cultural São Paulo). As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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