Um prédio afundou dez centímetros na madrugada de ontem no município pernambucano de Jaboatão dos Guararapes, na região metropolitana de Recife. Os moradores dos 16 apartamentos do bloco 155-A do Residencial Muribeca deixaram o edifício às pressas ao perceberem rachaduras e estalos.

Hoje, o coordenador da Defesa Civil do município, coronel Artur Paiva, informou que as famílias que moravam no prédio não poderão voltar a residir no local.

Além do 155-A, a Defesa Civil mantém interditados o bloco 155-B, que é conjugado, duas garagens e um pequeno comércio, que também podem ser afetados pelo afundamento. Aflitas, as famílias do 155-A puderam entrar, uma pessoa por vez, por um período médio de cinco minutos cada uma, para retirar hoje objetos de maior necessidade, como documentos, remédios e alguma roupa. O Residencial Muribeca possui 72 conjuntos de blocos - cada um com dois blocos de 16 apartamentos cada. Este é o sexto prédio interditado desde 2002, de acordo com o coronel Paiva. Nenhum dos anteriores foi recuperado.

Há grande possibilidade de que a umidade do solo tenha provocado o afundamento da edificação. Os prédios são de alvenaria estrutural. "Nestes casos é difícil a recuperação, às vezes a solução mais fácil é a demolição", afirmou o coordenador, referindo-se ao 155-A, que hoje afundou mais dois milímetros. Técnicos monitoram o prédio. A guarda municipal impede que curiosos se aproximem da área interditada. O residencial foi construído há mais de 20 anos pela antiga Companhia Estadual de Habitação (Cohab).

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