BRASÍLIA - O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes, avaliou nesta quinta-feira que o processo de retirada dos não-índios da reserva indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima, não está sendo injusto com os agricultores locais. O prazo para saída da região termina esta quinta-feira. Os arrozeiros pedem pelo menos mais 45 dias para sair da reserva.

A reserva indígena Raposa Serra do Sol é uma área que ocupa 46% do Estado de Roraima e é moradia de cerca de 18 mil índios - a maioria da etnia Macuxi. Por determinação do STF, a Raposa Serra do Sol foi mantida sob demarcação contínua ¿ o que impede outras pessoas além dos índios de morarem na região.

De acordo com Gilmar Mendes, o prazo para cumprimento da decisão foi negociada entre o relator da matéria, ministro Carlos Ayres Britto, o  Tribunal Regional Federal da 1ª Região e com a lideranças locais.

No final da sessão que tratou da Raposa, eu mesmo propus que o tema da execução fosse exclusivamente judicial, que não houvesse tratamento administrativo. Isso vem sendo feito. Tudo isto foi consertado com as lideranças locais e com a justiça local e autoridades de Roraima. O relator fez isso por consenso, disse Gilmar, no Congresso Nacional, após reunião com o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).

O ministro da Justiça, Tarso Genro, disse nesta quarta-feira que a Polícia Federal está pronta para atuar na retirada dos não índios da reserva indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima.

No início da semana, Britto descartou a hipótese de prorrogar o prazo. Segundo a Fundação Nacional do índio (Funai), cerca de 8 mil cabeças de gado ainda precisam ser retiradas da reserva.

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