Prazo para aeroportos se adaptarem a normas de acessibilidade está esgotado, diz procuradora

SÃO PAULO (Bruno Bocchini) - Os aeroportos do País não têm mais prazo para se adaptar às necessidades de pessoas com deficiência. A advertência é da procuradora da República Eugênia Augusta Gonzaga Fávero.

Agência Brasil |

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"Os prazos já estão esgotados, tudo já era para estar funcionando no caso do transporte aéreo. O que ainda não está funcionando pode ser objeto de denúncias para o Ministério Público Federal", disse, nessa quinta-feira (2), em fórum em São Paulo promovido pela Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero) sobre acessibilidade. O evento continua nesta sexta-feira.

A procuradora destacou a existência de problemas ainda sem solução enfrentados pelas pessoas com deficiência quando pretendem fazer uma viagem aérea. A gente não tem visto alternativa para os avisos sonoros [nos aeroportos] para as pessoas com deficiência auditiva. A maioria dos atendimentos das empresas aéreas é pelos sites, que ainda são muito pouco acessíveis para pessoas com deficiência visual, disse.

A procuradora ressalvou no entanto, que, de forma geral, os aeroportos do País estão em condições satisfatórias quanto à acessibilidade das pessoas com deficiência. "É muito difícil hoje em dia encontrar um aeroporto que não esteja bastante acessível, ou que pelo menos que não tenha iniciado várias obras voltadas para a acessibilidade. Não estão perfeitos, mas eu acho que há um movimento muito forte e muito consistente para que essa acessibilidade esteja presente."

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