Rejeitada pelos pais, bebê lontra é 'adotada' por zoológico

Amelinha recebe mamadeira e bolsa de água quente da equipe, que tem feito rodízio para pernoitar no centro veterinário

Luciana Cristo, iG Paraná |

Um bebê lontra é mais nova atração - e centro de cuidados - no Zoológico de Curitiba. Rejeitada pelos pais e com apenas dois meses de idade, a lontra Amelinha recebe mamadeira e bolsa de água quente da equipe de funcionários do zoológico, que tem feito rodízio para pernoitar no centro veterinário e ficar de olho no pequeno animal.

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Amelinha brinca com uma amiga de pelúcia. Rejeitada pelos pais, ela foi adotada pelos funcionários do zoológico
De acordo com biólogos e veterinários que cuidam de Amelinha, o animal está fora de risco, mas ainda precisa ser alimentado na mamadeira com leite especial e nos horários certos, até mesmo à noite. “São cuidados necessários para que ela cresça saudável e se desenvolva até poder ser colocada em um recinto”, explica a bióloga Nancy Banevicius.

Quando chegou ao centro de tratamento, a lontra pesava cerca de 360 gramas. Hoje, ela já está com 1,2 quilo. O próximo passo é introduzir alimentação sólida, como peixes, na dieta do animal, além de colocá-lo em contato com a água, seu ambiente natural. “No começo será água morna, pois estamos entrando no inverno e não podemos arriscar a saúde dela”, diz Nancy. Na caixa onde passa a maior parte de seu tempo, Amelinha tem brinquedos e uma bolsa de água quente para manter o aquecimento.

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Amelinha sorve o leite especial. Quando chegou ao centro de tratamento,pesava cerca de 360 gramas. Hoje, já está com 1,2 quilo
Esta é segunda cria de lontras em menos de um ano no Zoológico de Curitiba. Os outros dois filhotes (Astolfo e Adolfinho) estão em um recinto especial no setor de isolamento do zoológico. Da mesma forma que os filhotes, o pai dos bebês lontra recebeu cuidados especiais quando chegou a Curitiba, em 2007, devido a uma apreensão da Polícia Federal.

O Zoológico de Curitiba foi um dos primeiros no País a ter sucesso na reprodução de lontras. O primeiro nascimento da espécie na capital paranaense aconteceu no início da década de 1990.

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