Amelinha recebe mamadeira e bolsa de água quente da equipe, que tem feito rodízio para pernoitar no centro veterinário

Um bebê lontra é mais nova atração - e centro de cuidados - no Zoológico de Curitiba. Rejeitada pelos pais e com apenas dois meses de idade, a lontra Amelinha recebe mamadeira e bolsa de água quente da equipe de funcionários do zoológico, que tem feito rodízio para pernoitar no centro veterinário e ficar de olho no pequeno animal.

Amelinha brinca com uma amiga de pelúcia. Rejeitada pelos pais, ela foi adotada pelos funcionários do zoológico
Divulgação
Amelinha brinca com uma amiga de pelúcia. Rejeitada pelos pais, ela foi adotada pelos funcionários do zoológico
De acordo com biólogos e veterinários que cuidam de Amelinha, o animal está fora de risco, mas ainda precisa ser alimentado na mamadeira com leite especial e nos horários certos, até mesmo à noite. “São cuidados necessários para que ela cresça saudável e se desenvolva até poder ser colocada em um recinto”, explica a bióloga Nancy Banevicius.

Quando chegou ao centro de tratamento, a lontra pesava cerca de 360 gramas. Hoje, ela já está com 1,2 quilo. O próximo passo é introduzir alimentação sólida, como peixes, na dieta do animal, além de colocá-lo em contato com a água, seu ambiente natural. “No começo será água morna, pois estamos entrando no inverno e não podemos arriscar a saúde dela”, diz Nancy. Na caixa onde passa a maior parte de seu tempo, Amelinha tem brinquedos e uma bolsa de água quente para manter o aquecimento.

Amelinha sorve o leite especial. Quando chegou ao centro de tratamento,pesava cerca de 360 gramas. Hoje, já está com 1,2 quilo
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Amelinha sorve o leite especial. Quando chegou ao centro de tratamento,pesava cerca de 360 gramas. Hoje, já está com 1,2 quilo
Esta é segunda cria de lontras em menos de um ano no Zoológico de Curitiba. Os outros dois filhotes (Astolfo e Adolfinho) estão em um recinto especial no setor de isolamento do zoológico. Da mesma forma que os filhotes, o pai dos bebês lontra recebeu cuidados especiais quando chegou a Curitiba, em 2007, devido a uma apreensão da Polícia Federal.

O Zoológico de Curitiba foi um dos primeiros no País a ter sucesso na reprodução de lontras. O primeiro nascimento da espécie na capital paranaense aconteceu no início da década de 1990.

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