Preço do ônibus sobe em Curitiba e região

Tarifa passa dos atuais R$ 2,20 para R$ 2,50 a partir da meia-noite deste sábado

Luciana Cristo, iG Paraná | 04/03/2011 21:13

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O preço do ônibus em Curitiba (PR) fica 13,6% mais caro a partir da meia-noite deste sábado (5). A tarifa passa dos atuais R$ 2,20 para R$ 2,50, segundo anúncio feito nesta sexta-feira (4) pela Urbanização de Curitiba S.A. (Urbs), empresa que gerencia o transporte coletivo na capital paranaense. 

O valor fica acima da inflação acumulada desde janeiro de 2009, quando houve o último reajuste do transporte coletivo na cidade. De acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o acumulado da inflação no período foi de 10,47%. A tarifa especial aplicada aos domingos, conhecida como Tarifa Domingueira, fica mantida em R$ 1,00. 

Aumento de custos de mão de obra e de insumos no setor do transporte, incluindo o salário dos operadores e preço de lubrificantes e peças mecânicas, são os principais fatores apontados pelo presidente da Urbs, Marcos Isfer, como responsáveis pelo aumento de R$ 0,30. 

Nas últimas semanas, o aumento já era dado como certo e poderia ter acontecido antes, mas dependia do fim das negociações salariais entre motoristas e cobradores com o setor patronal, que se arrastaram durante o mês de fevereiro. Acordo coletivo da categoria garantiu 15,09% de reajuste no salário dos funcionários, em dois anos. 

A prefeitura de Curitiba cita ainda o aumento de 29% no preço de lubrificantes e alta de quase 10% no preço de peças e acessórios para os ônibus. A Linha Turismo (pela qual o turista conhece a cidade e pode descer em alguns pontos) também vai ficar mais cara, saltando de R$20,00 para R$ 25,00. Na Linha Circular Centro, o preço passa de R$ 1,20 para R$ 1,50. 

Por dia útil, a Rede Integrada de Transporte (RIT) – que interliga as principais rotas de Curitiba a outras cidades vizinhas - registra, em média, 1,1 milhão de passageiros pagantes e 2,3 milhões de passageiros transportados. A diferença entre o número de passageiros pagantes e transportados deve-se a isenções e à integração que permite aos passageiros usar vários ônibus pagando apenas uma tarifa. 

Mas o sistema não é perfeito. Cerca de 25% dos passageiros que precisam utilizar os terminais de ônibus de municípios da Região Metropolitana, por trabalhar ou estudar na capital, estão fora desse sistema integrado de transporte coletivo e precisam pagar duas ou até três passagens de ônibus para ir e mais duas ou três para voltar para casa. É o caso, por exemplo, do terminal das cidades de Campina Grande do Sul e de Quatro Barras. 

Protestos

Nas últimas semanas, pelo menos cinco protestos foram organizados por organizações estudantis contra o aumento da tarifa do ônibus em Curitiba, que também é criticado pelo líder da bancada de oposição na Câmara de Vereadores de Curitiba, Jonny Stica (PT). 

Segundo o vereador, houve erros no processo licitatório do transporte coletivo da cidade, que influenciaram na tarifa. “Curitiba deixou de receber ao menos R$ 150 milhões das empresas que venceram a licitação. O recebimento de uma soma elevada como essa certamente poderia fazer com que o reajuste da passagem fosse menor”, diz Stica.

O vereador explica ainda que, antes do aumento, a prefeitura precisaria ter atualizado o coeficiente técnico da atual planilha. “Alguns elementos que compõem a tabela estão defasados, como, por exemplo, o que mede o desgaste dos pneus, calculado em 1988”, aponta o vereador. 

Tarifas metropolitanas

As tarifas de 82 linhas de ônibus metropolitanos que não fazem parte da RIT serão reajustadas em 20%, em média, também a partir de sábado (5).

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