Policiais são presos acusados de forjar provas no Paraná

Seis agentes são acusados de manipular provar para inocentar condenado de atacar casal de estudantes em trilha

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O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) prendeu nesta quinta-feira seis policiais nas cidades de Curitiba, Matinhos e Paranaguá, no Paraná, acusados de formação de quadrilha, tortura e denunciação caluniosa.  De acordo com a investigação, eles teriam forjado provas para inocentar Juarez Ferreira Pinto, que foi condenado, em fevereiro do ano passado, a 65 anos e cinco meses de prisão, sob acusação de latrocínio (roubo seguido de morte) contra o estudante Osiris Del Corso e tentativa de latrocínio e atentado violento ao pudor contra Monik Pegorari de Lima, num caso que ficou conhecido como Crime do Morro do Boi. 

Segundo o Gaeco, órgão do Ministério Público do Paraná, foram presos o policial civil aposentado Altair Ferreira Pinto, irmão de Juarez; o delegado de polícia José Tadeu Inocêncio Bello, que era responsável pelas investigações; e os policiais militares Edison Pereira, Edmildo da Silva Mesquita, Paulo Roberto da Graça e Rodrigo Alves Barbosa. O policial militar Renato Pereira da Silva está sendo procurado. Também foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão, por determinação da Vara Criminal de Matinhos. 

O crime aconteceu no dia 31 de janeiro de 2009, em uma trilha do Morro do Boi, em Matinhos, litoral do Paraná, onde o casal de estudantes passeava. Posteriormente, Monik, que perdeu os movimentos das pernas, reconheceu Juarez como sendo o autor. No entanto, o Gaeco afirma que os policiais detidos hoje teriam planejado uma trama para inocentá-lo. Para isso, acusaram o vigia Paulo Delci Unfried e teriam forjado uma esquema para prendê-lo de posse da arma usada no crime. 

Segundo o Gaeco, os policiais teriam, ainda, tentado manipular notícias em alguns meios de comunicação, com o objetivo de deixar a opinião pública em dúvida. Os acusados estão sendo ouvidos hoje pelo Ministério Público e não está descartado o pedido de novas prisões.

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