Polícia prende mulher suspeita de matar jovem no Paraná

Eva Cássia Ferrarezi Zeglan é suspeita de ter matado jovem de 16 anos e ficado com seu bebê

AE |

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A polícia prendeu, no início da tarde desta quarta-feira, Eva Cássia Ferrarezi Zeglan, de 40 anos, suspeita de ter matado uma adolescente na última quinta-feira e ficado com seu filho recém-nascido . O crime ocorreu em São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba. A criança foi abandonada nesta terça-feira em frente à Igreja Nossa Senhora de Fátima, em Guaraniaçu, no oeste do Paraná. Eva foi presa a caminho de Foz do Iguaçu, provavelmente com intenção de fugir para o Paraguai. 

De acordo com a polícia, no carro em que ela estava foram encontradas fraldas, lenços umedecidos e a certidão de nascimento da criança. "A materialização e os indícios de autoria são fortíssimos contra ela", disse o delegado de Guaratuba, Claudimar Lúcio Lugli. Ele trabalha em conjunto com a delegacia de São José dos Pinhais. 

Eva, que já foi casada e possui dois filhos e mais uma criança da qual tem a guarda, é vizinha de familiares da vítima em Guaratuba, no litoral do Paraná. Ela foi ouvida nesta tarde em Foz do Iguaçu e negou o homicídio. "Mas já admitiu que abandonou a criança", disse Lugli. "A história que ela conta é muito confusa". 

A mãe e a criança foram acompanhadas pela avó, no dia 24, até um posto de saúde em Guaratuba para fazer o exame do pezinho. A avó as deixou próximo à residência onde a jovem morava com o marido, o pedreiro Jefferson de Góes, de 33 anos. Testemunhas dizem ter visto a mãe e a criança entrando no carro de Eva. 

A adolescente foi encontrada dois dias depois, morta por asfixia, às margens de uma estrada rural em São José dos Pinhais, distante cerca de 100 quilômetros. Segundo o delegado, ainda não é possível saber se a jovem foi morta em Guaratuba e abandonada na cidade vizinha ou se o homicídio ocorreu onde estava o corpo. 

Nesta terça-feira, o bebê foi abandonado em uma igreja de Guaraniaçu, no oeste do Paraná. Perto havia um bilhete: "Cometi um erro. Comprei esta criança por R$ 1.500 da mãe que parecia drogada e de um homem também viciado. Somente ontem vi as notícias de que a mãe havia sido morta em São José dos Pinhais. Quando eu e meu marido saímos de lá ela estava viva e não temos nada a ver com isso. Só queríamos amar este bebê". 

"Está enrolada até o pescoço", afirmou o delegado de Guaratuba. "A motivação ainda tem que ser esclarecida, mas era intenção da autora ficar com a criança". Ele não descarta que mais pessoas possam ter ajudado a mulher. O menino está sob guarda do Conselho Tutelar em Guaraniaçu, mas Lugli disse que estava em contato com o Ministério Público e com o conselho para tomar as medidas legais que permitam entregá-lo ao pai. Por enquanto, o reconhecimento da criança foi feito apenas por meio de fotografia.

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