Paraná prende sindicalistas ligados a vereador da capital

Ministério Público investiga o uso de verbas e estrutura do sindicato para que Denílson Pires (DEM) se elegesse parlamentar

Luciana Cristo, iG Paraná |

Dois integrantes do Sindicato dos Motoristas e Cobradores do Transporte de Passageiros de Curitiba e Região Metropolitana (Sindimoc) foram presos na manhã desta terça-feira (8) pelo Grupo Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná.

Junto com um advogado e um cartorário do 6º Tabelionato de Curitiba, os integrantes do sindicato são acusados de coação a testemunhas do inquérito do Ministério Público do Paraná que apura irregularidades e desvio de verbas Sindimoc desde 2010.

A investigação teve início com a Operação Waterfront, deflagrada no fim de agosto do ano passado, que resultou em quatro prisões, inclusive a do então presidente do Sindimoc, Denílson Pires (DEM), que é vereador de Curitiba. Na época, houve foram realizados 17 mandados de busca e apreensão.

Entre as denúncias, o MP investiga o uso de verbas e estrutura do sindicato para que Pires se elegesse vereador, além de uma assessora parlamentar de Pires que constava na folha de pagamento da Câmara de Vereadores de Curitiba e não cumpria expediente no Legislativo.

A Operação Waterfront também procurava apurar denúncias de irregularidades e desvio de verbas do Sindimoc. Foram apreendidos aproximadamente R$120 mil em dinheiro na sede do sindicato e R$15 mil na casa de diretores. Segundo verificado pelo Gaeco, o Sindimoc tem orçamento superior a R$ 10 milhões, parte originada do pagamento da passagem pelos usuários do sistema de transporte público.

O mesmo grupo ficou à frente do sindicato mais de uma década, quando o então presidente, Aristides da Silva, conhecido como “Tigrinho”, foi executado a tiros por pistoleiros na praia de Itapoá, Santa Catarina, em 1998. Um ex-diretor da instituição, Alcir Teixeira, conhecido como “Zico”, foi morto da mesma forma, em 2009, após afirmar que iria denunciar as irregularidades ao Ministério Público. Novas eleições só foram convocadas em novembro do ano passado.

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