Paraná cria gabinete de emergência para ajudar vítimas da chuva

Governador convocou reunião para definir reação e visitou áreas do Estado atingidas pela água

Luciana Cristo, iG Paraná |

Em reunião realizada manhã deste domingo no Palácio das Araucárias, o governador do Paraná, Beto Richa, anunciou a criação de um gabinete de emergência interligando diversas secretarias e órgãos estaduais, para dar atenção prioritária à população do litoral atingida pelas chuvas dos últimos dias.

Richa instituiu três órgãos para organizar as operações do governo: Coordenação de Atendimento Humanitário, Coordenação de Construções, Obras e Intervenções e Coordenação da Campanha de Solidariedade. “Toda a estrutura do governo será direcionada para as comunidades atingidas”, disse o governador.

No sábado, depois de sobrevoar e visitar as regiões atingidas, o governador do Paraná havia anunciado a continuidade e a reprogramação da Operação Verão, um programa estadual que funciona no litoral do Paraná todos os anos, reunindo órgãos do Estado para atender a demanda de turistas durante a temporada e que tradicionalmente se encerra na semana de término do feriado de carnaval.

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Richa visitou regiões afetadas pela chuva no litoral do Estado
A primeira-dama e secretária da Família e Desenvolvimento Social, Fernanda Richa, lançou uma campanha de doações que já recolheu 135 toneladas de mantimentos e água. A prioridade das doações são colchões, cobertores, material de higiene e limpeza, além de alimentos não perecíveis.

Uma das preocupações do momento é com as estradas rurais do litoral , tanto para escoamento da produção agrícola quanto para o transporte das crianças às escolas, conforme lembrou o vice-governador e secretário da Educação, Flávio Arns, que também percorreu as regiões atingidas por alagamentos e deslizamentos. “Há muitos pontos de comunicação que precisam ser restabelecidos”, relatou.

Estragos

Duas pessoas morreram soterradas em Antonina. Uma terceira morte foi confirmada pelo marido da vítima, que viu a mulher ser carregada pela chuva, e pelo Corpo de Bombeiros que atendeu o vilarejo de Floresta, em Morretes, mas este corpo ainda não foi resgatado.

Além das mortes, a Defesa Civil registrou um total de 16 mil pessoas atingidas pelos fortes temporais. A maior parte delas, 15 mil, são de Morretes, cidade que no sábado ficou com praticamente 100% do seu território embaixo d´água, de acordo com as equipes de resgate, por causa do transbordamento de rios. De Floresta, onde havia risco de desmoronamentos, 146 pessoas foram retiradas de helicóptero e de barco. Outras localidades atingidas foram Morro Inglês, Martha e Santa Cruz.

Alagamentos e deslizamentos também ocorreram nos municípios de Antonina, Paranaguá e Guaratuba. O total de pessoas desalojadas (que tiveram casas danificadas e estão temporariamente com amigos ou parentes) no litoral do Paraná está em 8.060 e outras 698 desabrigadas (que estão em abrigos públicos).

Falta de água

Em Morretes, a Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) espera começar a normalizar o abastecimento do serviço, gradativamente, a partir deste domingo. A estação de tratamento de água de Morretes foi paralisada na sexta, quando a rede elétrica da cidade foi danificada pelo temporal. Desde então, cinco caminhões-pipa tentam amenizar o problema e vão permanecer na cidade até que o serviço de água esteja totalmente normalizado, de acordo com a Sanepar. A Defesa Civil distribui ainda 100 mil copos de água tratada.

 Ainda não há previsão de que o abastecimento de água seja normalizado em Paranaguá, onde o serviço é de responsabilidade da prefeitura. As adutoras de abastecimento foram levadas pela enxurrada.

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