IML de Curitiba tem 119 corpos à espera de um enterro

Superlotação no IML leva governo do Estado a anunciar contratações para instituto: "Situação envergonha o Paraná", diz secretário

Luciana Cristo, iG Paraná |

Em 60 dias, o Instituto Médico Legal (IML) de Curitiba deve receber o reforço de 120 funcionários contratados em regime emergencial, entre profissionais como médicos legistas, peritos e toxicologistas, além de 25 novos carros que fazem a remoção dos corpos, segundo o governo do Paraná. 

Medidas mais drásticas chegaram a ser cogitadas no final da semana passada, mas logo depois deixadas de lado, como a interdição do instituto, depois que uma comissão de Defesa dos Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil no Paraná (OAB-PR) encontrou uma superlotação de corpos aguardando no IML para serem enterrados, além de vazamentos de necrochorume (material orgânico) das câmaras frigoríficas.

Nesta segunda, o secretário estadual da Segurança Pública do Paraná, Reinaldo de Almeida César, confirmou que estão, no IML, 119 corpos sem identificação nas câmaras frias e que, para que a situação seja amenizada, vai cobrar agilidade do Poder Judiciário e das prefeituras para designar um local para o enterro dos corpos. “Essa situação envergonha a população paranaense”, admitiu Almeida César.

A informação oficial é de que, ainda nesta segunda, 15 corpos devem ser sepultados e, na próxima quinta-feira (24), mais alguns consigam ser enterrados, embora a quantidade não tenha sido divulgada.

Para melhorar a infraestrutura do IML, Almeida César prometeu uma nova sede para daqui a 15 meses, além de investimentos em novos IMLs nas cidades paranaenses de Paranavaí (noroeste), Toledo (oeste), Paranaguá (litoral) e União da Vitória (sul). O prazo de entrega desses novos institutos é de dois meses.

“O IML de Curitiba precisa sair do centro da cidade. O projeto arquitetônico está pronto desde junho do ano passado e a obra está orçada em cerca de R$ 15 milhões. Não houve, porém, a inclusão dessa obra no orçamento de 2011. Uma solução para o processo será a contratação emergencial”, explicou o secretário.

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