Governador do PSDB critica "timidez" do governo federal em obras

Beto Richa, aliado de José Serra, reclama de falta de investimentos em obras do aeroporto do Estado

Luciana Cristo, iG Paraná |

O governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), afirmou que o governo da presidenta Dilma Rousseff (PT) é "tímido" para investir em obras de infraestrutura. Depois de receber a visita do ministro dos Esportes, Orlando Silva (PC do B), na manhã desta sexta-feira (25), Richa pediu mais atenção às obras de infraestrutura necessárias para o Aeroporto Internacional Afonso Pena, na Região Metropolitana de Curitiba, tendo em vista a preparação para a Copa do Mundo de 2014. O aeroporto é administrado pela Infraero, ligada ao governo federal. Silva não estava presente no momento em que o tucano criticou a administração da qual o comunista faz parte. 

Richa, que tem uma grande proximidade com o candidato derrotado à Presidência da República, José Serra (PSDB), comparou o repasse de recursos para o Afonso Pena ao que está sendo feito para outros aeroportos brasileiros. “Precisamos de melhorias para o aeroporto e de recursos infinitamente maiores do que o que foi oferecido timidamente pela Infraero, para um ganho permanente para o Estado”, afirmou o governador, depois de reunião entre o ministro, representantes da prefeitura de Curitiba e do governo do Paraná. Richa também pediu apoio mais contundente da bancada de deputados federais para o repasse de recursos para obras de infraestrutura. A reivindicação de Richa teve o coro do prefeito de Curitiba, Luciano Ducci (PSB).

Entre as obras anunciadas pela Infraero ao Afonso Pena estão a ampliação do estacionamento de veículos e do pátio de aeronaves. A reivindicação antiga e considerada mais urgente para aumentar a competitividade do aeroporto é a construção de uma terceira pista, que permitirá que aviões maiores e com maior quantidade de carga possam contar com o aeroporto da região de Curitiba.

A última grande obra realizada no Afonso Pena foi há 15 anos, justamente a que garantiu a denominação de “internacional”, quando foi construído o novo terminal, com aumento do número de passageiros.

Estádio

Durante sua visita a Curitiba, Orlando Silva elogiou a “equação financeira sustentável” encontrada para as obras de conclusão da Arena da Baixada, estádio escolhido para receber jogos da Copa do Mundo em Curitiba, que envolve parceria entre o Clube Atlético Paranaense, a prefeitura de Curitiba e o governo do Paraná. “Vou informar a presidenta Dilma de que a condução da Copa na cidade de Curitiba e no Estado do Paraná vai muito bem”, disse o ministro. “Não por acaso Curitiba foi escolhida como aclimatação da Seleção Brasileira antes da Copa da África do Sul. É um reconhecimento das instalações”, completou.

Mesmo sem ter começado as obras visando à Copa e com um dos menores investimentos necessários, o estádio do Atlético é o que está mais adiantado entre todos os outros das cidades-sede, com 70% do que é necessário já concluído. As obras de finalização devem começar em junho, segundo afirmou nesta sexta-feira o presidente do conselho deliberativo do Atlético, Gláucio Geara. São obras do anel superior das arquibancadas, projeto hidráulico, substituição das coberturas (que vai eliminar os atuais pontos cegos do estádio) e ampliação do estacionamento. O fosso ao redor do gramado também não existirá mais, permitindo maior proximidade dos torcedores. Ao todo, estão previstos R$ 130 milhões.

Com a previsão de conclusão em dezembro de 2012, a Arena se credencia como uma candidata às cinco cidades-sede que podem receber a Copa das Confederações, em 2013. “Ao cumprir o cronograma, Curitiba poderá ficar à frente de outras cidades para sediar a Copa das Confederações. Para isso é preciso entregar em 2012 toda a infraestrutura e o estádio”, cobrou o ministro.

Para dar início a esse movimento, o governador do Paraná pediu que se avalia a possibilidade de um dos jogos amistosos que a Seleção Brasileira deve fazer no mês de junho aconteça em Curitiba.

Para atender ao cronograma de exigências da Fifa, todas as subsedes precisam entregar praticamente todas as obras de mobilidade urbana e transporte coletivo em 2012, o que possibilita a participação também na Copa das Confederações, em julho de 2013. Curitiba está na fase de conclusão dos projetos básicos de nove obras de mobilidade.

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